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Com ou sem aula presencial, a pandemia só reforça o abismo vivido pela nossa educação

Márcio Corrêa Márcio Corrêa -
(Foto: Divulgação)

Diante de tantas transformações ocorridas na pandemia, o impacto no sistema educacional traz reflexões e debates principalmente com o agendamento do retorno às aulas presenciais das escolas públicas municipais e estaduais. Esse movimento se torna desafiador para os gestores, profissionais da educação, famílias e alunos.

As opiniões estão divididas em relação ao retorno presencial. De um lado pais e educadores que são favoráveis ao retorno presencial e de outro, parcela desse mesmo público defende o retorno apenas numa situação de total controle da pandemia. A disparidade e o abismo existente entre a escola pública e privada, principalmente em se tratando da estrutura física escolar e recursos tecnológicos disponíveis pelos alunos evidenciou a diferença social em nosso país.

A maioria das escolas privadas voltou às aulas presenciais. A suspensão das aulas resultou, na maioria delas, problemas econômicos e falência de muitas unidades. Para garantir a sobrevivência, foram obrigadas a investirem em medidas importantes como estrutura física mais adequada e arejada e também em medidas de biossegurança garantindo o retorno seguro para os alunos e profissionais da educação além de contratação
de novos profissionais, adotando com rigor os protocolos sanitários, garantindo assim um retorno seguro para alunos e profissionais.

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Em se tratando de rede pública de educação, seja estadual ou municipal, os gestores públicos ainda não realizaram as mudanças necessárias para garantir a segurança dos alunos e profissionais, deixando muitos pais e profissionais resistentes ao retorno às aulas presenciais.

O fato é que se gestores públicos não investirem na melhoria da estrutura física das escolas, nas ferramentas tecnológicas, em biossegurança e contratação de profissionais para realizar rigorosamente os protocolos sanitários, as críticas e a resistência aumentarão quando o assunto do retorno presencial estiver em pauta e evidenciará ainda mais a falta de prioridade na educação e o agravamento das diferenças sociais em nosso país, principalmente no que tange a educação relacionada à alfabetização e ao ensino fundamental, desafios no contexto educacional brasileiro.

Márcio Corrêa é empresário e odontólogo. Preside o Diretório Municipal do MDB em AnápolisEscreve todas as segundas-feiras. Siga-o no Instagram.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Portal 6.

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