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Anápolis precisa aproveitar as oportunidades para crescer

Da Redação Da Redação -
(Foto: Reprodução)

Nos últimos dias ressurgiu um sentimento de entusiasmo em Anápolis, fruto de uma movimentação dos governos estadual e federal que resultaram na doação de mais de 1 milhão de m² de área para instalação de novas empresas no Daia, demanda antiga da cidade, que não recebe investimentos de grande porte há mais de 10 anos.

O Governo federal e o Governo de Goiás também assinaram na última quinta-feira um protocolo de intenções para implantação do Centro de Excelência em Tecnologia Ferroviária, no Centro de Convenções. O empreendimento será o maior espaço de desenvolvimento tecnológico ferroviário de toda América Latina, num momento em que a operação da Norte-Sul nos faz vislumbrar um avanço logístico notável para a cidade e nosso Estado.

Os fatos alimentam nos anapolinos a sensação de otimismo de um novo ciclo de crescimento na cidade, e sem dúvida, são conquistas importantes. Porém, existem ainda grandes entraves a serem superados. O presidente da Associação das Empresas do Daia (Assedaia), Everaldo Fiatkoski, fez um primeiro alerta: os problemas que afetam o funcionamento das empresas hoje precisam ser solucionados antes que novos empreendimentos sejam instalados. Segundo ele, a escassez no fornecimento de água e energia faz com que muitas empresas deixem de investir no Daia ou precisem utilizar uma capacidade instalada menor que o programado.

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Everaldo Fiatkoski lembra que parte da água captada pela Codego também é distribuída para mais de 50 bairros residenciais em Anápolis, que naturalmente são prioridade nos períodos de seca. A falta de capacidade de fornecimento de energia elétrica também é outro agravante que limita novos investimentos. O governo estadual chegou a anunciar a doação de uma área para a Enel construir uma subestação no Daia, mas o presidente da Codego, Renato de Castro, informou em entrevista concedida ao jornal O Popular que o projeto não se concretizou por causa de especulações. Para o presidente da Assedaia, não é possível instalar novas empresas no distrito antes de resolver esses gargalos .

O governo se movimenta pra induzir investimentos tecnológicos e ampliar nosso pólo agroindustrial, que sem dúvida nenhuma desperta interesse de grandes empresas pela pujança da região e a localização estratégica de Anápolis. Mas para termos fôlego para concorrer com o restante do Brasil na atração desses investimentos de grande porte, é preciso superar os problemas crônicos antigos da cidade, como falta de água e energia, e avançar na qualificação de mão de obra, para que os anapolinos assumam os postos de trabalhos que surgirão. Melhorar o ambiente de negócios, desburocratizando os processos de alvarás e licenciamentos, também tem que ser uma meta para curto prazo.

Somente com esses investimentos em infraestrutura e inovação Anápolis experimentará nos próximos anos o ciclo de crescimento que está à altura da sua importância e do que merece nossa população. Hoje vivemos um momento de estagnação econômica, desemprego e endividamento das famílias. Mas temos condições de superar isto rapidamente. Basta fazer os investimentos certos e em tempo hábil. Sem perder mais tempo.

Márcio Corrêa é empresário e odontólogo. Preside o Diretório Municipal do MDB em AnápolisEscreve todas as segundas-feiras. Siga-o no Instagram.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Portal 6.

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