Mulher é presa em Caldas Novas sob suspeita de comandar clínica de reabilitação clandestina

Vítimas afirmam que eram obrigadas a ingerir medicamentos que afetavam capacidades físicas e sensoriais e eram trancadas

Gabriella Pinheiro Gabriella Pinheiro -
Imagem mostra vítimas de maus-tratos em clínica de reabilitação, em Caldas Novas
Imagem mostra vítimas de maus-tratos em clínica de reabilitação, em Caldas Novas. (Foto: Reprodução/ PC)

A Polícia Civil (PC) prendeu em flagrante, na quarta-feira (27), uma mulher suspeita de praticar sequestro, cárcere privado e maus-tratos em uma clínica de reabilitação, em Caldas Novas.

O caso veio à tona após um membro do Ministério Público de Goiás (MPGO) comunicar a situação à autoridade policial.

Durante as investigações, foram constatadas diversas irregularidades, como o funcionamento sem alvará dos órgãos de postura e vigilância sanitária, além de indícios dos crimes apurados.

O local era cercado por concertina, com altos muros e portões fechados, onde residiam idosos, dependentes químicos e pessoas com deficiência mental.

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Em depoimentos, os internos relataram ter sido levados — muitos retirados à força das residências em municípios como Uberlândia, Prata e Monte Alegre (todos em Minas Gerais), além de Itumbiara, Goiatuba e São Luís de Montes Belos (em Goiás), e São José do Rio Preto (em São Paulo).

Segundo eles, eram mantidos na clínica contra a própria vontade, mediante pagamento mensal feito por familiares, e foram obrigados a assinar termos de internação voluntária.

Os depoimentos ainda revelam que os internos eram forçados a ingerir medicamentos que afetavam as capacidades físicas e sensoriais, com o objetivo de evitar tentativas de fuga. Eles também dormiam em quartos com as portas trancadas.

Após a prisão, as vítimas foram encaminhadas aos municípios de origem. O caso segue sendo investigado pela PC.

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Gabriella Pinheiro

Gabriella Pinheiro

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás, está sempre atenta aos temas que impactam o dia a dia da população. Começou como estagiária no Portal 6 e, com dedicação e olhar apurado, chegou à editoria. Tem interesse especial na prestação de serviços, mas não dispensa uma boa reportagem ou uma história bem contada.

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