A revolução silenciosa do Sicredi tem muito a ensinar a Goiás e ao Brasil
Se Goiás, e sobretudo Anápolis, conseguir replicar nas próximas décadas um terço do que foi construído no RS, o estado certamente terá dado um salto gigante de desenvolvimento

Pode uma instituição financeira com mais de 100 anos ainda influenciar gerações e ditar pacificamente o rumo do desenvolvimento econômico de um estado ou de uma porção dele?
Aos que duvidam, um convite: conheçam a serra gaúcha e vejam como o Sicredi, com incrível sucesso, disseminou entre cidades como Nova Petrópolis, Gramado e Canela a cultura do cooperativismo.
E este mesmo fenômeno, de forma igualmente silenciosa, acontece em Goiás. Não se trata apenas do surgimento de agências que revitalizam esquinas antes esquecidas em Anápolis e no interior goiano. Essas agências funcionam como células de uma cultura de prosperidade, geralmente precedidas por negócios e investimentos bem-sucedidos que a cooperativa decidiu apoiar.
“Não é só dinheiro. É ter com quem contar”, diz o slogan do Sicredi, sempre acompanhado por seu discreto catavento.
Quem abre uma conta na cooperativa de crédito não contrata apenas serviços financeiros comuns aos bancos. Torna-se também um sócio — ou “associado”, como os dirigentes preferem — da agência onde o relacionamento começou, participando das decisões e, claro, dos resultados.
A concessão de crédito, contudo, está longe de ser uma festa. A presença de unidades físicas atende, sobretudo, a uma necessária política conservadora: a de conhecer o associado, oferecer educação financeira e guiá-lo por um caminho de confiança e reciprocidade.
É com essa filosofia que o Sicredi consolida sua revolução silenciosa em Goiás, traduzida em números impressionantes. A cooperativa já marca presença em 50 dos 196 municípios goianos, com 69 agências que atendem a mais de 178 mil associados.
Essa estrutura, movida por mais de 1 mil colaboradores, administra R$ 7,7 bilhões em ativos, em uma carteira de créditos robusta de R$ 6,2 bilhões, sustentada por R$ 4,5 bilhões em depósitos totais.
Se Goiás, e sobretudo Anápolis, conseguir replicar nas próximas décadas um terço do que o Sicredi construiu no Rio Grande do Sul, o estado certamente terá dado um salto gigante de desenvolvimento baseado no cooperativismo. Para isso, o maior desafio do Sicredi não será apenas abrir mais agências, mas sim disseminar com excelência, como fez em solo gaúcho, a cultura da cooperativismo.
Dona de clínica do Setor Bueno está em maus lençóis após caso de racismo
Uma senhora de 74 anos e a filha dela, de 40, foram no final de setembro vítimas de racismo em uma famosa clínica de imagem situada em uma movimentada avenida do Setor Bueno, em Goiânia.
O caso, que já está na Polícia Civil, deve ter um novo desdobramento e chegar ao Ministério Público de Goiás (MOGO).
As duas mulheres foram ofendidas por um homem que se recusou a ceder o lugar para a idosa sentar.
Ele as chamou de “bando de velho macaco” e “desencarnados com odor forte”.
O agressor, que estava acompanhado da esposa, ainda disse para ela não se aproximar das vítimas porque “pelo de macaco é contaminado”.
A proprietária da clínica, que protegeu o racista, deve ter sérios problemas a partir de agora.
Além de se recusar a passar informações genéticas para as vítimas, ela minimizou o ocorrido e ainda tentou evitar que a polícia fosse chamada para registrar a ocorrência.
A empresária, segundo o relato da filha da idosa, teria dito que o homem “não matou, não roubou, não estuprou, não cometeu nenhum dano na clínica”.
Perdeu na Justiça a condenada por tráfico que processou o Portal 6
Uma ex-funcionária de um tradicional colégio particular de Anápolis, condenada por tráfico de drogas, resolveu processar o Portal 6 por ter tornado público o seu caso criminal.
A mulher alegava que a reportagem havia extrapolado os limites éticos e causado danos à sua imagem, pedindo indenização de R$ 30 mil por danos morais.
No entanto, a juíza deu razão ao Portal 6 e uma bela lição para os que vêm a Justiça como um balcão de apostas.
Na sentença, a magistrada responsável destacou que o site não extrapolou os limites da liberdade de expressão e apenas cumpriu seu dever como imprensa ao informar fatos de interesse público.
Ela também foi enfática na decisão ao afirmar que a reportagem publicada estava dentro dos parâmetros legais e constitucionais.
Agora, mesmo gozando dos benefícios da justiça gratuita, a mulher terá que arcar com os honorários de sucumbência e demais custas processuais, fixados em 10% sobre o valor da causa.
Além disso, ela também pode ser processada por litigância de má-fé.
Caso Heli Alves chega à Polícia Civil após atitude de diretora
O clima é de tensão em um tradicional colégio de Anápolis após a diretora e professores da instituição serem alvo de ataques em um perfil apócrifo no Instagram.
As publicações, feitas pela conta @anonimo_heli.alves.ferreira continham acusações graves contra educadores, incluindo alegações de assédio e comportamento inadequado com alunas.
A direção do colégio já procurou a Polícia Civil para registrar ocorrência.
A tendência é que o perfil apócrifo seja minuciosamente investigado para descobrir a verdadeira identidade por trás das publicações.
Vereador quer criar Museu do Césio-137 em Goiânia
Do União Brasil, o vereador Lucas Kitão protocolou na quinta-feira (9) um projeto de lei para criar um Museu e Memorial do Césio-137 em Goiânia afim de preservar a memória do maior acidente radiológico da história fora de uma usina nuclear, que aconteceu na capital há 38 anos.
A proposta prevê um espaço com área de exposição, convivência e homenagem às vítimas, servindo como centro cultural e educativo para escolas, universidades e visitantes.
No texto, o parlamentar defende que a iniciativa reconhece o trabalho dos profissionais que atuaram heroicamente no socorro e dá o justo valor histórico ao episódio, criticando inclusive a Netflix por ter gravado a série sobre o tema em São Paulo ao invés de Goiânia.
Vale lembrar que o está é a segunda tentativa de criar um memorial na cidade Em 2011, um projeto similar do ex-vereador Túlio Maravilha foi arquivado.
Nota 10
Para a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Aparecida de Goiânia pela iniciativa exemplar durante o Outubro Rosa. A decisão de abrir todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em regime de porta aberta, sem necessidade de agendamento, facilita o acesso das mulheres aos exames preventivos e quebra barreiras burocráticas que muitas vezes impedem o diagnóstico precoce.
A disponibilização de mamografias para mulheres a partir dos 40 anos e do exame citopatológico por demanda espontânea, sem pedido médico, merece os parabéns.
Nota Zero
Para a Secretaria Municipal de Anápolis (Semusa). A morte de Vandeir Antônio de Morais, aos 59 anos, expõe as fragilidades do sistema de saúde na cidade e merece uma reflexão profunda sobre a gestão da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa).
Embora a pasta afirme que a vaga para hemodiálise foi liberada a tempo e que o óbito não decorreu da falta do procedimento, o fato é que Vandeir passou quase um mês internado aguardando uma transferência que poderia ter acontecido muito antes. A situação se torna ainda mais preocupante com o fechamento iminente do Instituto Nefrológico de Anápolis (Inan), que deixará toda a demanda de hemodiálise da cidade concentrada em apenas uma instituição. A Semusa precisa urgentemente rever seus protocolos de regulação e garantir que outros pacientes não passem pela mesma angústia que Vandeir e sua família enfrentaram, pois a eficiência na liberação de vagas pode ser a diferença entre a vida e a morte para quem depende desses tratamentos essenciais.





