Cabelo branco não é por estresse e estudo faz descoberta incrível para quem tem madeixas assim
Um estudo recente revela que fios grisalhos podem indicar um mecanismo de defesa natural do corpo

Durante muito tempo, o surgimento de cabelos brancos foi atribuído ao envelhecimento ou ao estresse.
Mas um novo estudo da University of Tokyo, publicado em 2025 na revista Nature Cell Biology, sugere algo inesperado: o embranquecimento dos fios pode ser sinal de um “sistema de segurança” do organismo contra mudanças genéticas perigosas.
A pesquisa focou nas chamadas células-tronco de melanócitos (McSCs) — responsáveis pela produção de melanina, o pigmento que dá cor ao cabelo e à pele. Elas vivem nos folículos capilares e se renovam periodicamente para manter a coloração.
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Mas, quando o DNA dessas células sofre danos graves — como quebras de fita dupla — o corpo pode interromper a regeneração dessas células e eliminá-las. Em consequência, novos fios não recebem melanina e o cabelo fica branco.
Segundo os pesquisadores, esse processo, chamado de “seno-diferenciação”, é acionado por uma via molecular conhecida como p53–p21 — um caminho de defesa celular que impede que células com DNA comprometido continuem a se multiplicar. O resultado visível desse mecanismo: cabelos grisalhos.
O outro lado da moeda: quando a defesa falha
Mas o mecanismo não é infalível — e o estudo alerta que cabelos brancos não significam imunidade irrestrita contra câncer.
Em experimentos com camundongos, quando os folículos foram expostos a certos carcinógenos — como radiação ultravioleta B ou substâncias químicas — as células-tronco danificadas ignoraram o alerta de segurança.
Em vez de serem eliminadas, mantiveram-se ativas e continuaram a se multiplicar. Esse comportamento aumentou o risco de formação de tumores de pele, como o melanoma.
Ou seja: cabelos brancos e câncer de pele — especialmente melanoma — podem ser dois caminhos divergentes dados pela mesma população de células, dependendo da natureza e intensidade do estresse genético a que estão submetidas.
Por que essa descoberta muda nossa visão sobre envelhecer
Essa pesquisa da University of Tokyo oferece uma nova perspectiva sobre o que significa “ficar grisalho”. Em vez de enxergar só o reflexo do tempo ou do estresse, agora há indícios de que o corpo pode estar reagindo a danos internos — fazendo uma espécie de “triagem celular” para evitar mutações perigosas.
Mas os cientistas fazem um aviso importante: o estudo foi realizado em ratos. Ainda não há confirmação de que o mesmo mecanismo ocorra da mesma forma em humanos. Segundo análises críticas de especialistas ouvidos por veículos de fact-check, interpretar cabelos brancos como um “escudo contra o câncer” é um exagero.
Ainda assim, a investigação muda o jogo: coloca o encanecimento capilar como um possível marcador biológico, abrir portas para estudos sobre envelhecimento, regeneração celular e prevenção de doenças — sem deixar de lado os cuidados com exposição ao sol, pele e câncer de pele.
Fios brancos: não mais sinônimo apenas de idade, mas um traço de uma batalha invisível, travada nas raízes do cabelo, onde cada mecha pode carregar uma história de defesa silenciosa do corpo.
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