Projeto bilionário é desenvolvido em 15 mil hectares para tornar região do Nordeste uma potência nacional no agro

A localização estratégica favorece a logística e amplia as possibilidades de escoamento da produção

Pedro Ribeiro Pedro Ribeiro -
Projeto bilionário é desenvolvido em 15 mil hectares para tornar região do Nordeste uma potência nacional no agro
(Foto: Reprodução/ Agência Brasil)

Agronegócio é um dos pilares da economia brasileira e exerce papel fundamental na geração de empregos, no equilíbrio da balança comercial e no desenvolvimento regional.

Ao longo dos anos, o agronegócio avançou para além das áreas tradicionais, levando investimentos, inovação e infraestrutura para novas fronteiras produtivas.

É justamente nesse cenário que um projeto bilionário começa a ganhar forma no Nordeste, com potencial para transformar uma região inteira em referência nacional.

Uma área estratégica entra no radar nacional

Entre os municípios de Xique-Xique e Itaguaçu, no Oeste da Bahia, uma área de cerca de 15 mil hectares irrigados está sendo preparada para receber um dos maiores investimentos privados em produção agrícola do Nordeste.

O projeto, que deve iniciar operações em 2026, já movimenta o mercado e chama a atenção de investidores.

Além disso, a localização estratégica favorece a logística e amplia as possibilidades de escoamento da produção.

O papel do Baixio de Irecê nesse avanço

A região faz parte do Baixio de Irecê, que desponta como o maior perímetro irrigado da América Latina.

Com o avanço das obras hídricas e o modelo de concessões, o Baixio começa a destravar sua vocação produtiva.

Dessa forma, o agronegócio encontra condições ideais para crescer, combinando disponibilidade de água, solo favorável e clima adequado para culturas de alto rendimento.

Quem está por trás do investimento

A responsável pelo empreendimento é a ACP Bioenergia, empresa que já opera mais de 220 mil hectares arrendados em diferentes estados do país.

Com forte atuação em projetos de larga escala, a companhia aposta no Oeste baiano como uma das fronteiras agrícolas mais promissoras da próxima década.

Assim, a chegada da empresa reforça o interesse crescente do setor produtivo pelo Nordeste.

Metas de produtividade que chamam atenção

As projeções de desempenho impressionam mesmo em um cenário nacional competitivo.

A expectativa é alcançar índices elevados, como 100 sacas de soja, 200 sacas de milho e até 380 arrobas de algodão por hectare.

Caso esses números se confirmem, o empreendimento poderá figurar entre os mais produtivos do Brasil em áreas irrigadas, fortalecendo ainda mais o agronegócio da região.

Impactos econômicos e sociais

Além da produção agrícola, o projeto tende a gerar efeitos positivos em cadeia.

A criação de empregos diretos e indiretos, o fortalecimento da logística e o aumento da arrecadação devem impulsionar a economia local.

Com isso, o agronegócio passa a atuar como motor de desenvolvimento, atraindo novos negócios e melhorando a infraestrutura regional.

Um novo cenário para o Nordeste

Com início das operações previsto para 2026, a iniciativa tem potencial para redesenhar o mapa agrícola do país.

A combinação de irrigação, tecnologia e gestão eficiente mostra que o Nordeste pode ocupar posição de destaque no agronegócio brasileiro.

Assim, o Oeste da Bahia surge como símbolo de uma nova fase, em que a região assume protagonismo e amplia sua relevância no setor.

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Pedro Ribeiro

Pedro Ribeiro

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Colabora com o Portal 6 desde 2022, atuando principalmente nas editorias de Comportamento, Utilidade Pública e temas que dialogam diretamente com o cotidiano da população.

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