A estratégia por trás de Doritos e Ruffles no caixa do Subway

Presença desses salgadinhos ali não é por acaso — existe uma estratégia bem amarrada por trás desse detalhe

Isabella Valverde Isabella Valverde -
A estratégia por trás de Doritos e Ruffles no caixa do Subway
(Foto: Captura de Tela/Instagram)

Você entra no Subway pensando só no sanduíche. Escolhe o pão, monta o recheio, decide o molho… e quando chega no caixa lá estão eles: Doritos e Ruffles, bem no seu campo de visão, como se fossem “só um lanchinho a mais”. Mas a presença desses salgadinhos ali não é por acaso — existe uma estratégia bem amarrada por trás desse detalhe.

No vídeo, a explicação começa por um ponto que muita gente nem imagina: o pacote de Doritos ou Ruffles pode ser mais do que acompanhamento.

A ideia é simples e certeira: abrir o pacotinho e colocar dentro do sanduíche, amassando levemente para virar uma “cama” crocante.

O resultado é um contraste de textura que deixa o lanche mais interessante — e faz o cliente sentir que “turbinou” a experiência com um extra barato.

Só que, do ponto de vista do negócio, isso também tem outro efeito: aumenta o valor final da compra sem gerar resistência.

Depois que a pessoa já decidiu o sanduíche (o item principal), fica muito mais fácil aceitar um complemento de baixo valor. É aquele pensamento automático: “já estou aqui mesmo, por mais alguns reais…”.

Além disso, colocar Doritos e Ruffles no caixa é uma jogada clássica de varejo. É a área onde acontecem as chamadas compras por impulso: itens pequenos, fáceis de pegar, que não exigem reflexão.

A exposição ali reduz o “atrito” da decisão — e aumenta a chance de o cliente levar só porque viu, lembrou ou ficou com vontade naquele instante.

Outro ponto é que o salgadinho cumpre bem dois papéis ao mesmo tempo: pode ser acompanhamento (tipo “combo”) ou incremento do sanduíche (a tal crocância).

Ou seja, ele se encaixa em perfis diferentes de consumo com o mesmo produto, sem complicar o preparo da loja e sem mexer na operação.

No fim, a estratégia é quase invisível para quem está com fome, mas muito eficiente: o cliente sente que ganhou uma “sacada” para deixar o lanche melhor, enquanto a marca aumenta o ticket médio com um item rápido, atrativo e colocado exatamente onde a decisão acontece. E é por isso que Doritos e Ruffles não estão ali por enfeite — estão ali porque funcionam.

 

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Isabella Valverde

Isabella Valverde

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás, com passagens por veículos como a TV Anhanguera, afiliada da TV Globo no estado. É editora do Portal 6 e especialista em SEO e mídias sociais, atuando na integração entre jornalismo de qualidade e estratégias digitais para ampliar o alcance e o engajamento das notícias.

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