As piores cidades para se viver no Brasil, segundo professor de Harvard

Ranking revela municípios com graves falhas em saúde, saneamento, segurança e meio ambiente

Pedro Ribeiro Pedro Ribeiro -
As piores cidades para se viver no Brasil, segundo professor de Harvard
(Foto: Captura de Tela/YouTube)

Elaborado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), o IPS 2025 analisou 57 indicadores ligados à saúde, educação, saneamento, segurança, direitos individuais e meio ambiente.

A pontuação vai de 0 a 100 e considera apenas resultados concretos na vida da população, sem levar em conta promessas ou volume de investimentos públicos.

Segundo o relatório, o índice funciona como um retrato direto das falhas do poder público e ajuda a identificar onde políticas emergenciais precisam ser priorizadas.

O estudo também reforça que desenvolvimento econômico isolado não é sinônimo de qualidade de vida, já que municípios pequenos, com boa gestão, podem superar cidades mais ricas em indicadores sociais.

Uiramutã (RR)

Localizada no extremo norte do Brasil, na fronteira com a Venezuela, Uiramutã ocupa a pior posição do ranking.

O município enfrenta isolamento geográfico extremo, economia baseada na subsistência e grande carência de serviços essenciais, como saúde, educação e saneamento.

Alto Alegre (RR)

Na segunda colocação, Alto Alegre apresenta déficits severos em saúde e saneamento básico.

A cidade também convive com conflitos em áreas indígenas, pressão ambiental constante e dificuldades históricas na oferta de serviços públicos.

Trairão (PA)

Trairão aparece em terceiro lugar, marcada por criminalidade rural e crimes ambientais, principalmente ligados à exploração ilegal de madeira.

A população sofre com fornecimento instável de energia e infraestrutura urbana limitada.

Bannach (PA)

Com uma das menores populações do país, Bannach ocupa a quarta posição do ranking.

A cidade carece de investimentos básicos, e os serviços de saúde e educação são considerados extremamente precários ou quase inexistentes.

Jacareacanga (PA)

Na quinta colocação, Jacareacanga é fortemente impactada pela presença de garimpos ilegais.

O município enfrenta degradação ambiental, episódios frequentes de violência e serviços públicos insuficientes para atender às necessidades básicas da população.

Cumaru do Norte (PA)

Cumaru do Norte aparece em sexto lugar, enfrentando disputas por terra, irregularidades fundiárias e uma economia pouco diversificada, fortemente dependente da pecuária, o que limita o desenvolvimento local.

Pacajá (PA)

Em sétimo lugar, Pacajá convive com altos índices de violência urbana e rural, falta de saneamento básico, estrutura educacional insuficiente e grande incidência de crimes ambientais.

Uruará (PA)

Uruará ocupa a oitava posição do ranking. O município registra altas taxas de desmatamento, conflitos fundiários frequentes e escassez de serviços básicos, além de dificuldades para impulsionar a economia agrícola.

Portel (PA)

Na nona colocação está Portel, cidade de difícil acesso e fortemente dependente de transporte fluvial.

A precariedade nos serviços de saúde e educação se soma à baixa oferta de oportunidades econômicas.

Bonfim (RR)

Fechando a lista, Bonfim enfrenta fragilidade econômica, infraestrutura urbana deficiente e forte dependência de repasses federais.

Localizada na fronteira com a Guiana, a cidade também sofre com limitações no acesso a serviços públicos essenciais.

O IPS 2025 reforça que a desigualdade brasileira é territorial e estrutural. Segundo o Imazon, o índice funciona como um verdadeiro “mapa de urgências”, ao evidenciar regiões onde a ausência do Estado caminha lado a lado com violência, degradação ambiental e exclusão social.

O relatório destaca a necessidade de políticas públicas de longo prazo, especialmente na Amazônia Legal, para romper esse ciclo de precariedade.

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Pedro Ribeiro

Pedro Ribeiro

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Colabora com o Portal 6 desde 2022, atuando principalmente nas editorias de Comportamento, Utilidade Pública e temas que dialogam diretamente com o cotidiano da população.

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