Eclipses em 2026: saiba o que será visível em Anápolis e as dicas de especialista para observar o Universo
Professor também destacou as conjunções da Lua com planetas como Vênus, Marte, Júpiter e Saturno
Para os entusiastas da astronomia em Anápolis e em todo o estado de Goiás, o ano de 2026 reserva momentos de contemplação, embora de forma mais sutil do que em anos anteriores. Se você está esperando por um grande “apagão” solar, pode ser necessário ajustar as expectativas, mas o céu goiano ainda promete espetáculos dignos de atenção.
Quem traz os detalhes é o professor de Física da Universidade Estadual de Goiás (UEG) e astrônomo amador, Leandro Daniel Porfiro. Fundador do Clube de Astronomia da UEG (COSMOS) e autor de obras sobre a conexão entre ciência e natureza, ele explica que o calendário de eclipses para a nossa região será mais focado na Lua.
Em entrevista ao Portal 6, o pesquisador revelou que, diferente de outras partes do mundo, o Brasil não estará na rota principal dos eclipses solares significativos em 2026.
Conforme o estudioso, o Sol não deve “sumir” para os anapolinos. “Os eclipses do Sol que vão acontecer no mundo passam longe do Brasil, então aqui não veremos o Sol ‘sumir’ nem ficar coberto de forma perceptível”, esclarece.
Por outro lado, a Lua será a protagonista de um evento especial no final de agosto: um eclipse lunar parcial. “Esse tipo de eclipse acontece quando a Terra fica entre o Sol e a Lua, e uma parte da sombra da Terra encobre na Lua. Nesse caso, a Lua não desaparece inteira, mas só uma parte fica encoberta. É um fenômeno bonito, fácil de observar e não precisa de telescópio”, destaca o especialista.

Mapas mostram dinâmicas dos eclipses em Anápolis e Goiás. (Foto: Reprodução)
Leandro lembra que o clima de Goiás é um grande aliado. “Como geralmente em agosto não chove, é provável que teremos um céu limpo”, aposta. Ele também menciona o eclipse penumbral, um fenômeno bem mais discreto onde a Lua apenas fica levemente mais “apagada”, muitas vezes passando despercebido pelo público leigo.
O que mais teremos?
Mesmo nos períodos sem eclipses, o céu de 2026 oferecerá outras atrações. O professor destaca as conjunções da Lua com planetas como Vênus, Marte, Júpiter e Saturno, além da visibilidade da Estação Espacial Internacional (ISS).
“O planeta Vênus visível em parte do ano no amanhecer (popularmente chamado de Estrela D’Alva), e parte do ano no entardecer; Marte visível em boa parte do ano, Saturno visível no segundo semestre, passagem ocasional da Estação Internacional Espacial”, explicou.
Por fim, ele concluiu apontando que o céu de Goiás é privilegiado por passar boa parte do ano sem chuva e sem nuvens, e também o cerrado contribui para o espetáculo noturno. “Em 2026, que possamos gastar mais tempo admirando o nosso céu!”, convida o professor.
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