Polícia encontra corpo que suspeita ser de PM que desapareceu em SP
Corpo tem as mesmas características do policial e um coldre do mesmo tipo que Santana usava

PAULO EDUARDO DIAS – Um corpo que a polícia suspeita ser do cabo da Polícia Militar Fabrício Gomes Santana, 40, foi encontrado na manhã deste domingo (11), em uma área de mata em Embu-Guaçu, na Grande São Paulo.
O corpo tem as mesmas características do policial e um coldre do mesmo tipo que Santana usava. A confirmação da identificação ainda depende de perícia. A informação foi confirmada por fontes na Polícia Militar.
O encontro do cadáver ocorreu após o Comando de Policiamento de Choque receber uma denúncia anônima. De acordo com o denunciante, o cabo teria sido colocado em um saco e levado em um Volkswagen Gol prata. Dois homens estariam no veículo que seguiu para um sítio na estrada do Charqueado. Um suspeito em um Ford Fiesta vermelho também teria participado da ação.
Na propriedade eles teriam sido recebidos pelo responsável pelo local, suspeito de ter auxiliado na retirada do corpo, que foi enterrado em uma área nos fundos do terreno.
Policiais militares do COE (Comandos e Operações Especiais) e do Canil, ambos do Choque, foram ao local e localizaram o corpo com auxílio de cães farejadores. O cadáver estava com braços amarrados para trás, uma corda no pescoço e um capuz na cabeça.
Segundo a Polícia Militar, o responsável pelo sítio foi preso antes da denúncia e da localização de onde estava o corpo. A detenção dele foi feita pela Polícia Civil. Ele se junta a outras três pessoas detidas anteriormente por suspeita de envolvimento no desaparecimento. De acordo com as investigações, eles seriam as últimas pessoas a terem contato com o cabo. A Justiça decretou a prisão dos três.
O último contato de Santana com um familiar havia ocorrido na manhã de quinta-feira (8). O policial atuava na região do Comando de Policiamento de Área 10, em Santo Amaro, zona sul de São Paulo, e estava de férias quando sumiu.
TRIBUNAL DO CRIME
A reportagem teve acesso ao documento da Justiça que determinou as prisões. Conforme o texto, Santana estava em uma confraternização com um grupo de pessoas em um bar, onde houve consumo de bebidas alcoólicas. Em certo momento houve uma discussão entre o PM e um homem, que deixou o local.
Na sequência, um outro homem que permaneceu no estabelecimento recebeu uma ligação. Ele teria sido chamado à presença de lideranças do crime organizado do Jardim Horizonte Azul. Santana deveria ir junto. Neste segundo local o cabo teria sido separado das demais pessoas e sido ‘julgado’, sendo informado que seria morto, diz trecho do documento.
As informações foram obtidas pela Polícia Civil por meio de depoimentos. Um dos presos contou informalmente que o corpo do cabo Santana foi deixado em uma área de mata às margens da represa Guarapiranga.
A investigação aponta que Santana foi atraído para uma emboscada e morto por ser policial e frequentar uma área dominada pelo crime. Um dos presos seria o homem que estava no carro que escoltou o veículo do PM para ser incendiado.
O cabo desapareceu após ir até uma favela na avenida dos Funcionários Públicos, no Jardim Horizonte Azul, para tentar resolver uma discussão que havia se envolvido na quarta-feira (7).
A PM foi informada sobre o sumiço pelo irmão de Santana na tarde de quinta (8). Segundo ele, o cabo contou sobre uma desavença com um homem ligado ao tráfico de drogas, que teria o ameaçado de expor sua condição de policial para a comunidade.
Durante a conversa com o irmão, o cabo afirmou que iria tentar resolver a situação







