Remédio para pressão alta está sendo recolhido das prateleiras após ordem da Anvisa
Órgão determinou a suspensão de lote específico após identificar erro de embalagem que pode levar pacientes a usar o medicamento errado
Um dos medicamentos mais usados no tratamento da pressão alta no Brasil está sendo recolhido do mercado após determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A medida envolve um lote específico da hidroclorotiazida 25 mg, amplamente prescrita para controle da hipertensão arterial.
De acordo com a Anvisa, a decisão foi tomada após a identificação de um erro de embalagem. Em algumas unidades do lote afetado, o conteúdo encontrado dentro da caixa não correspondia ao medicamento descrito no rótulo, o que pode levar o paciente a ingerir um remédio diferente do prescrito pelo médico.
O recolhimento atinge o lote OA3169 da hidroclorotiazida 25 mg, fabricado pela MedQuímica Indústria Farmacêutica Ltda. A Anvisa determinou a suspensão imediata da venda, distribuição e uso do produto em todo o território nacional, como medida preventiva.
Apesar da ação, a agência informou que não há registro de eventos adversos graves relacionados ao lote até o momento.
Ainda assim, o erro representa risco potencial, especialmente para pacientes que dependem do uso contínuo do medicamento para manter a pressão arterial controlada.
A hidroclorotiazida é um diurético bastante utilizado no tratamento da hipertensão e de outras condições cardiovasculares, sendo um dos remédios mais vendidos no país. Por isso, a Anvisa orienta que pacientes confiram atentamente o rótulo e o conteúdo da embalagem antes de utilizar o medicamento.
Quem tiver em casa caixas pertencentes ao lote suspenso deve interromper o uso imediatamente e procurar a farmácia onde adquiriu o produto para receber orientações sobre a substituição. Em caso de dúvidas ou reações inesperadas, a recomendação é buscar atendimento médico.
A Anvisa reforça que ações de recolhimento fazem parte do sistema de vigilância sanitária e têm como objetivo garantir a segurança dos pacientes e a qualidade dos medicamentos comercializados no Brasil.
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