Pessoas que cresceram nas décadas de 60 e 70 desenvolveram qualidades mentais raras hoje em dia, segundo a psicologia
Especialistas apontam que a infância sem internet contribuiu para o desenvolvimento de habilidades que se tornaram cada vez mais raras

O avanço da tecnologia transformou profundamente a forma como as pessoas se relacionam, aprendem e lidam com as próprias emoções. No entanto, antes da internet, das redes sociais e da comunicação instantânea, o mundo funcionava em um ritmo diferente.
Segundo a psicologia, quem cresceu nas décadas de 1960 e 1970 foi impactado positivamente por esse contexto, desenvolvendo qualidades mentais que hoje chamam a atenção de especialistas.
Naquele período, crianças e adolescentes aprendiam desde cedo a lidar com responsabilidades reais, frustrações cotidianas e relações interpessoais diretas.
Com menos distrações e mais interação humana, essas experiências ajudaram a moldar estruturas emocionais mais sólidas. Psicólogos e pesquisadores afirmam que algumas dessas competências se tornaram raras nas gerações atuais, marcadas pelo excesso de estímulos digitais e pela busca constante por soluções imediatas.
Entre as diversas habilidades citadas pela psicologia, algumas se destacam como as mais relevantes e comprovadas do ponto de vista emocional e cognitivo.
1. Atenção e concentração
Pessoas que cresceram nos anos 60 e 70 desenvolveram uma relação mais profunda com o foco. Sem celulares ou múltiplas telas competindo pela atenção, era comum dedicar longos períodos a uma única atividade, como ler, estudar ou conversar.
A psicologia explica que esse hábito fortalece a memória, o pensamento crítico e a capacidade de concluir tarefas, algo que se tornou mais difícil na era da distração constante.
2. Tolerância ao desconforto e resiliência emocional
A convivência com pequenos desconfortos fazia parte da rotina e não era vista como algo alarmante. Psicologicamente, isso contribuiu para uma maior capacidade de regulação emocional.
Pessoas dessa geração tendem a lidar melhor com frustrações, mantendo a calma diante de dificuldades e evitando reações impulsivas, o que reduz níveis de ansiedade e estresse.
3. Percepção de que os resultados dependem do esforço
Crescer nas décadas de 60 e 70 significava entender que conquistas vinham com dedicação e persistência. Esse conceito, conhecido na psicologia como locus de controle interno, fortalece a autonomia e a autoconfiança.
Sem comparações constantes nas redes sociais, predominava a sensação de que estudar mais, trabalhar melhor e insistir fazia diferença real nos resultados.
4. Capacidade de resolver conflitos cara a cara
Antes das mensagens instantâneas, conflitos eram resolvidos presencialmente. Conversas difíceis aconteciam olho no olho, o que estimulava empatia, escuta ativa e negociação.
Psicólogos destacam que essa habilidade fortalece vínculos sociais, reduz mal-entendidos e melhora a comunicação emocional, algo que se perdeu parcialmente com a mediação excessiva das telas.
5. O impacto dessas qualidades na vida adulta
A psicologia ressalta que essas competências ajudam a explicar por que muitas pessoas que cresceram nas décadas de 60 e 70 demonstram maior estabilidade emocional, autonomia e capacidade de enfrentar adversidades.
Embora cada geração enfrente seus próprios desafios, compreender essas diferenças é fundamental para pensar estratégias que ajudem as gerações mais jovens a desenvolver habilidades semelhantes em um mundo cada vez mais acelerado.
Especialistas reforçam que resgatar práticas como foco, convivência presencial e tolerância à frustração pode ser um caminho para melhorar o bem-estar emocional na atualidade.
Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!




