Pessoas que cresceram nas décadas de 60 e 70 desenvolveram qualidades mentais raras hoje em dia, segundo a psicologia

Especialistas apontam que a infância sem internet contribuiu para o desenvolvimento de habilidades que se tornaram cada vez mais raras

Layne Brito Layne Brito -
Pessoas que cresceram nas décadas de 60 e 70 desenvolveram qualidades mentais raras hoje em dia, segundo a psicologia
(Foto: Ilustração/Pexels/cottonbro studio)

O avanço da tecnologia transformou profundamente a forma como as pessoas se relacionam, aprendem e lidam com as próprias emoções. No entanto, antes da internet, das redes sociais e da comunicação instantânea, o mundo funcionava em um ritmo diferente.

Segundo a psicologia, quem cresceu nas décadas de 1960 e 1970 foi impactado positivamente por esse contexto, desenvolvendo qualidades mentais que hoje chamam a atenção de especialistas.

Naquele período, crianças e adolescentes aprendiam desde cedo a lidar com responsabilidades reais, frustrações cotidianas e relações interpessoais diretas.

Com menos distrações e mais interação humana, essas experiências ajudaram a moldar estruturas emocionais mais sólidas. Psicólogos e pesquisadores afirmam que algumas dessas competências se tornaram raras nas gerações atuais, marcadas pelo excesso de estímulos digitais e pela busca constante por soluções imediatas.

Entre as diversas habilidades citadas pela psicologia, algumas se destacam como as mais relevantes e comprovadas do ponto de vista emocional e cognitivo.

1. Atenção e concentração

Pessoas que cresceram nos anos 60 e 70 desenvolveram uma relação mais profunda com o foco. Sem celulares ou múltiplas telas competindo pela atenção, era comum dedicar longos períodos a uma única atividade, como ler, estudar ou conversar.

A psicologia explica que esse hábito fortalece a memória, o pensamento crítico e a capacidade de concluir tarefas, algo que se tornou mais difícil na era da distração constante.

2. Tolerância ao desconforto e resiliência emocional

A convivência com pequenos desconfortos fazia parte da rotina e não era vista como algo alarmante. Psicologicamente, isso contribuiu para uma maior capacidade de regulação emocional.

Pessoas dessa geração tendem a lidar melhor com frustrações, mantendo a calma diante de dificuldades e evitando reações impulsivas, o que reduz níveis de ansiedade e estresse.

3. Percepção de que os resultados dependem do esforço

Crescer nas décadas de 60 e 70 significava entender que conquistas vinham com dedicação e persistência. Esse conceito, conhecido na psicologia como locus de controle interno, fortalece a autonomia e a autoconfiança.

Sem comparações constantes nas redes sociais, predominava a sensação de que estudar mais, trabalhar melhor e insistir fazia diferença real nos resultados.

4. Capacidade de resolver conflitos cara a cara

Antes das mensagens instantâneas, conflitos eram resolvidos presencialmente. Conversas difíceis aconteciam olho no olho, o que estimulava empatia, escuta ativa e negociação.

Psicólogos destacam que essa habilidade fortalece vínculos sociais, reduz mal-entendidos e melhora a comunicação emocional, algo que se perdeu parcialmente com a mediação excessiva das telas.

5. O impacto dessas qualidades na vida adulta

A psicologia ressalta que essas competências ajudam a explicar por que muitas pessoas que cresceram nas décadas de 60 e 70 demonstram maior estabilidade emocional, autonomia e capacidade de enfrentar adversidades.

Embora cada geração enfrente seus próprios desafios, compreender essas diferenças é fundamental para pensar estratégias que ajudem as gerações mais jovens a desenvolver habilidades semelhantes em um mundo cada vez mais acelerado.

Especialistas reforçam que resgatar práticas como foco, convivência presencial e tolerância à frustração pode ser um caminho para melhorar o bem-estar emocional na atualidade.

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Layne Brito

Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

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