Governo aprova mudança na jornada de trabalho e reduz horas semanais dos trabalhadores
Nova regra já está em fase final na Colômbia e diminui a carga horária sem cortar salários nem benefícios, enquanto o tema ainda segue em debate no Brasil

A redução da jornada de trabalho na Colômbia entrou em um momento decisivo e já começa a valer na rotina de milhares de trabalhadores do setor privado.
A mudança diminui, de forma gradual, o limite semanal de trabalho até chegar a 42 horas, sem reduzir salários e mantendo os direitos e benefícios já garantidos.
A medida faz parte da Lei 2101 de 2021, que estabeleceu a transição de 48 para 42 horas semanais de maneira escalonada até 2026.
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O objetivo é diminuir o tempo de trabalho sem perda financeira, estimulando um modelo mais equilibrado, produtivo e com foco em qualidade de vida.
Na prática, empresas podem adaptar a nova carga horária com saídas mais cedo, redistribuição de turnos ou reorganização do funcionamento interno, desde que o limite semanal seja respeitado.
Em qualquer cenário, a regra obriga a preservação do salário e dos benefícios, impedindo que o trabalhador seja prejudicado pela mudança.
O fechamento da carga horária para 42 horas envolve diferentes setores e deve impactar a organização das empresas, que precisam rever escalas, contratos e controle de ponto.
A legislação colombiana reduz apenas o tempo de trabalho, sem alterar regras de horas extras, adicionais noturnos ou direitos como férias e descanso semanal.
Enquanto isso, o Brasil vive um cenário diferente em 2026. Aqui, a redução da jornada ainda depende de discussão no Congresso Nacional, com propostas que tratam do fim da escala 6×1 e da possibilidade de um novo teto semanal, com foco em melhorar a qualidade de vida e incentivar a criação de empregos.
Entre os textos debatidos, estão propostas que defendem a queda gradual das atuais 44 horas para 36 horas semanais, sem corte salarial.
O tema tem ganhado força por causa dos impactos na saúde do trabalhador, da pressão por jornadas mais humanas e de experiências internacionais que testam semanas mais curtas com foco em produtividade.
Com a Colômbia já avançando para o modelo definitivo de 42 horas, cresce a pressão para que empresas se adaptem rapidamente, evitando problemas trabalhistas e garantindo que as regras sejam cumpridas.
No Brasil, mesmo sem mudança em vigor, o debate já aponta uma tendência de transformação que pode avançar nos próximos anos.
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