A cidade brasileira onde 40 °C são rotina e ter ar-condicionado virou necessidade para sobreviver
Entre bacia, asfalto e ar seco, esta cidade enfrenta picos acima de 40°C e muda rotina, obras e cidade para reduzir riscos

Quando o relógio ainda nem marcou 7h, esta cidade já dá sinais de que o dia será duro. Em semanas de calor intenso, a capital mato-grossense entra nos rankings de maiores temperaturas do país e vê a umidade despencar, em um combo que pressiona corpo, bolso e infraestrutura.
Por que Cuiabá esquenta tanto?
Pesquisas acadêmicas e análises locais apontam que a geografia pesa: Cuiabá se desenvolveu em área de relevo que dificulta a circulação de ventos e favorece o “acúmulo” de ar quente. Some a isso a urbanização acelerada e pouca arborização, e o efeito de ilha de calor ganha força.
Calor não é só desconforto: é risco
No auge da seca, é comum a combinação de máximas na casa dos 40°C com umidade em níveis muito baixos. Em episódios recentes, medições associadas ao monitoramento do Inmet indicaram máximas acima de 40°C e umidade perto de 13%–14%, patamar que aumenta o risco de desidratação e exaustão térmica.
Rotina “invertida” e a cidade que funciona à sombra
A adaptação virou cultura: serviços pesados começam mais cedo, o pico do meio-dia esvazia ruas e a vida volta a pulsar no começo da noite. A climatização, antes luxo, virou item de sobrevivência em casa, no trabalho e no transporte.
Urbanismo e arquitetura na linha de frente
Para enfrentar a sensação térmica, a prefeitura aposta em ampliar e qualificar a arborização, com plano para mapear árvores e orientar novos plantios, reconhecendo o papel das áreas verdes na redução do calor.
A ciência reforça o caminho: estudos indicam que vegetação urbana pode reduzir a temperatura em áreas densas e orientar políticas e regras de construção mais adequadas ao clima.
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