Gil do Vigor faz alertas aos clientes de banco digital fechado no Brasil
O economista Gil do Vigor trouxe orientações essenciais para os clientes que foram pegos de surpresa com a liquidação de banco digital pelo BC

O recente decreto de liquidação extrajudicial de um banco digital no Brasil, como o caso da Will Financeira S.A. (Will Bank) em janeiro de 2026, gerou uma onda de dúvidas e até mesmo um mito popular entre os clientes: a crença de que, com o fechamento da instituição, as dívidas contraídas seriam automaticamente extintas.
Para desmistificar essa ideia perigosa, o economista e influenciador Gil do Vigor, conhecido por sua participação no Big Brother Brasil (BBB) e por sua clareza ao tratar de finanças, utilizou suas redes sociais para fazer um alerta crucial aos consumidores. Segundo Gil, a máxima de que “o sistema financeiro nunca vai perder” é a regra de ouro que o cliente deve ter em mente.
A Dívida Não Desaparece: Entenda a Liquidação Extrajudicial
A principal mensagem de Gil do Vigor é direta: as dívidas não somem. A liquidação extrajudicial, determinada pelo Banco Central (BC), paralisa as operações do banco, como PIX e cartões, mas não anula os compromissos financeiros dos clientes.
“Entenda uma coisa, o sistema financeiro nunca vai perder para você, no máximo é você que vai perder o seu dinheiro. Eles jamais vão perder. Quando acontece uma liquidação extrajudicial, o banco, na verdade, ele para de operar, PIX trava, cartão de crédito, mas as dívidas, elas não somem. A tua fatura fica em aberto, tudo continua lá”, alertou o economista.
O processo de liquidação, como o ocorrido com o Will Bank, que atendia cerca de 6 milhões de clientes, envolve a nomeação de uma instituição liquidante pelo Banco Central. O papel dessa instituição é organizar o passivo e o ativo do banco, ou seja, o que o banco devia e o que os clientes devem.
A dívida do cliente, seja ela de empréstimo, financiamento ou cartão de crédito, será assumida por um novo credor e será cobrada. A ideia de que o “banco faliu e minhas dívidas foram escondidas” é categoricamente falsa, conforme enfatiza Gil.
O Que Fazer com a Dívida: O Alerta Prático de Gil do Vigor
Para os clientes que tentaram pagar suas faturas ou parcelas e foram impedidos pelo travamento dos sistemas do banco liquidado, Gil do Vigor oferece um conselho prático e fundamental para a proteção do consumidor:
1. Pare de Tentar Pagar: Se o sistema está travado, não force o pagamento.
2. Documente Tudo: É essencial printar e organizar toda a documentação: o valor exato da dívida, o que foi pago, o que está em aberto e as tentativas de pagamento frustradas.
3. Prepare-se para a Cobrança: A dívida irá reaparecer. Mantenha o valor da cobrança separado e organizado.
4. Negocie Juros: Se a nova instituição credora tentar cobrar juros e multas pelo período em que o pagamento foi impossível devido à liquidação, o cliente deve usar a documentação salva para argumentar. O objetivo é provar que a inadimplência foi causada por um problema sistêmico do banco, e não por má-fé do consumidor.
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e o Dinheiro Guardado
A situação é diferente para os clientes que possuíam dinheiro depositado ou investido no banco liquidado. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é o mecanismo de proteção que assegura a devolução de valores até um limite estabelecido.
– Limite de Cobertura: O FGC garante o ressarcimento de depósitos à vista, poupança e investimentos como CDBs (Certificados de Depósito Bancário) até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira.
Processo de Reembolso: O dinheiro que o cliente tinha no banco será organizado pelo FGC. O processo de pagamento, que depende de levantamentos feitos pelo liquidante, pode levar cerca de dois meses.
Gil do Vigor tranquiliza os clientes com valores dentro do limite do FGC, mas reforça a necessidade de organização para os devedores. Em resumo, a lição do economista é clara: em momentos de crise bancária, a vigilância e a documentação são as melhores ferramentas do consumidor.
Confira o vídeo do economista:
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