Quanto tempo vivem os gatos, segundo médicos veterinários

Veterinários apontam que muitos gatos vivem de 13 a 17 anos, e alguns passam dos 20 com rotina segura, alimentação e prevenção em dia

Gustavo de Souza Gustavo de Souza -
Quanto tempo vivem os gatos, segundo médicos veterinários
(Foto: Reprodução/Eduardo Gorghetto/Pexels)

Gato parece “independente”, mas a expectativa de vida dele é fortemente moldada por um trio bem humano: ambiente, prevenção e rotina. É por isso que dois felinos da mesma idade podem envelhecer de jeitos totalmente diferentes — um ainda brincando, outro já com limitações.

Na prática, médicos veterinários explicam que a longevidade felina não é um número fixo. Ela depende de fatores como cuidados preventivos, nutrição, peso, acesso à rua e acompanhamento clínico ao longo da vida. A boa notícia é que, com escolhas simples dentro de casa, dá para aumentar as chances de um gato viver mais e melhor.

Qual é a média de vida de um gato e até onde ela pode chegar

De forma geral, veterinários estimam que muitos gatos vivem entre 13 e 17 anos. Com um estilo de vida seguro e cuidados consistentes, não é raro que alguns alcancem o fim da adolescência felina e avancem para os “20 e poucos”.

Essa variação acontece porque “idade” não caminha sozinha: o organismo responde ao ambiente e ao histórico de saúde. Por isso, dois gatos com a mesma idade cronológica podem ter idades biológicas bem distintas.

Há ainda referências que tratam 12 anos como uma média comum para muitos gatos, com a observação de que alguns podem viver saudáveis até 20 anos ou mais.

O recado dos profissionais é claro: viver bastante é possível, mas depende de prevenção e manejo correto — não de sorte.

O que mais influencia a longevidade, segundo a visão veterinária

O fator mais determinante costuma ser o estilo de vida. Veterinários apontam que gatos mantidos em ambiente protegido tendem a viver mais porque ficam menos expostos a riscos e contam com mais prevenção na rotina.

Outro ponto que pesa é a castração e o controle de riscos associados, além do cuidado com o peso. Um grande estudo de base veterinária no Reino Unido mostrou diferenças na expectativa de vida conforme sexo e outros fatores, com fêmeas vivendo mais que machos no recorte analisado.

A raça também pode influenciar, embora o cotidiano do gato (alimentação, ambiente e assistência veterinária) costume falar mais alto. Estudos populacionais apontam variações de expectativa de vida entre grupos e perfis de animais.

No fim, a fórmula é menos misteriosa do que parece, bastando reduzir exposição a perigos e fortalecer prevenção costuma aumentar a chance de anos a mais.

Como aumentar as chances do seu gato viver mais e melhor

O caminho começa com o básico bem feito. Alimentação completa, hidratação adequada e acompanhamento para manter o peso saudável. Isso protege órgãos, ajuda a imunidade e reduz risco de doenças crônicas que encurtam a vida.

O segundo passo é a prevenção que muita gente só lembra quando dá problema. Consultas regulares, orientação veterinária e rotina de cuidados conforme a fase de vida. Esse acompanhamento é o que permite detectar alterações cedo e agir antes que virem algo grave.

Por último, o ambiente. Casa segura, enriquecimento (brincadeiras, arranhadores, lugares para subir) e redução de estresse são fatores que melhoram comportamento, reduzem sedentarismo e ajudam o gato a envelhecer com mais qualidade.

No conjunto, essas medidas não garantem 20 anos, mas colocam o gato no melhor cenário possível para chegar lá com saúde e autonomia.

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Gustavo de Souza

Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e estagiário do Portal 6.

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