Satélites detectam ondas gigantes de 35 metros no Oceano Pacífico e mudam a forma de prever riscos na navegação no mar

Monitoramento espacial revelou fenômenos extremos em mar aberto e deve mudar a forma como riscos marítimos são previstos e enfrentados

Gabriel Yuri Souto Gabriel Yuri Souto -
Satélites detectam ondas gigantes de 35 metros no Oceano Pacífico e mudam a forma de prever riscos na navegação no mar
(Imagem: Reprodução)

O avanço do monitoramento por satélite permitiu identificar ondas gigantes de até 35 metros no Oceano Pacífico, um fenômeno raro que ocorre longe da costa e fora do alcance da observação humana direta.

Por consequência, a descoberta amplia a capacidade de prever riscos no mar e traz impactos diretos para a navegação, operações marítimas e projetos de infraestrutura em alto-mar.

Os registros foram feitos em uma região entre o Havaí e as Ilhas Aleutas, onde sensores orbitais captaram elevações abruptas da superfície oceânica.

Enquanto ondas consideradas grandes normalmente atingem até 15 metros, essas formações superaram esse padrão com ampla margem, entrando na categoria de eventos extremos.

A medição foi possível graças a instrumentos capazes de detectar variações mínimas no nível do mar, mesmo em áreas remotas.

Com isso, os dados deixam de depender de relatos isolados e passam a compor séries contínuas de observação, permitindo identificar padrões que antes passavam despercebidos.

Por que essas ondas gigantes se formam no Pacífico

Pesquisadores explicam que ondas desse porte se formam quando tempestades intensas e ventos persistentes acumulam energia sobre grandes extensões de água.

Esse processo empilha força sucessivamente até gerar verdadeiras paredes de água em mar aberto, muitas vezes em rotas oceânicas utilizadas por embarcações de longo curso.

(Imagem: Reprodução)

Na prática, a identificação dessas áreas críticas permite decisões mais seguras na definição de rotas marítimas. Companhias de transporte podem ajustar trajetos, reduzir exposição a riscos extremos e aumentar a proteção de tripulações, especialmente em viagens transoceânicas.

O impacto também se estende à infraestrutura marítima. Contudo, plataformas de energia, portos e outras estruturas precisam considerar cenários cada vez mais severos no dimensionamento de projetos.

Dados mais precisos sobre o comportamento do oceano alteram cálculos de segurança e influenciam o tipo de proteção adotada.

Além da navegação, o monitoramento contínuo fortalece a meteorologia marinha e ajuda comunidades costeiras a se prepararem melhor para efeitos indiretos de grandes tempestades.

Mesmo quando a superfície parece estável, o oceano pode concentrar energia suficiente para eventos extremos.

Além disso, pesquisadores publicaram o estudo que embasa essas observações nos Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), revista científica dos Estados Unidos.

A pesquisa reforça o papel da tecnologia espacial na antecipação de riscos naturais e na proteção de vidas e operações expostas ao mar aberto.

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Gabriel Yuri Souto

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

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