Alimento que deve ser evitado: entenda por que o camarão deve ficar fora do cardápio até o fim de abril, e o motivo vai além do preço
Nem sempre o valor na peixaria explica por que certos alimentos desaparecem temporariamente
Desde o fim de janeiro, entrou em vigor em diversas regiões do país o período de defeso do camarão, medida ambiental que impacta diretamente a pesca, o comércio e o consumo do crustáceo.
No Litoral Norte de São Paulo, assim como em áreas do Sudeste e do Sul, a restrição segue até 30 de abril e tem como principal objetivo proteger o ciclo reprodutivo das espécies, garantindo a renovação dos estoques naturais.
Durante o defeso, a captura de espécies como camarão-rosa, sete-barbas, camarão-branco, Santana, também conhecido como vermelho, e barba-ruça fica proibida.
A interrupção temporária da atividade pesqueira é considerada essencial para que os crustáceos completem sua reprodução, evitando a redução populacional e o desequilíbrio ambiental.
A regra está prevista em portaria federal vigente desde 2022 e é monitorada por órgãos ambientais. Apesar da proibição da pesca, a comercialização do camarão ainda é permitida em situações específicas.
Apenas o produto capturado antes do início do defeso e desembarcado até 30 de janeiro pode ser vendido legalmente, desde que haja comprovação de origem.
O descumprimento das normas pode resultar em multas, apreensão de embarcações e equipamentos, além de outras sanções administrativas.
A legislação prevê uma exceção pontual para a pesca do camarão-branco (Penaeus subtilis), autorizada durante o defeso apenas quando realizada sem o uso de arrasto com tração motorizada e em conformidade com as normas ambientais. Mesmo nesses casos, especialistas recomendam cautela no consumo, já que a oferta tende a ser limitada e rigorosamente fiscalizada.
Segundo autoridades ligadas à pesca e ao meio ambiente, respeitar o período de defeso é fundamental para garantir a sustentabilidade da atividade e o sustento das comunidades pesqueiras.
Além de preservar o ecossistema marinho, a medida contribui para a manutenção da pesca artesanal e para o equilíbrio econômico do setor no longo prazo.
Evitar o camarão até o fim de abril, portanto, vai além do preço: trata-se de uma escolha alinhada à conservação ambiental e à responsabilidade social.
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