Menos ICMS, menos saúde: o alerta que Anápolis precisa ouvir
Quando a cidade perde espaço nesse indicador, está dizendo que cresceu menos, gerou menos valor ou deixou de ser competitiva

A queda da participação de Anápolis no índice que define a fatia do ICMS também é um sinal político. Vou explicar…
Quando a cidade perde espaço nesse indicador, ela está dizendo que cresceu menos, gerou menos valor ou deixou de ser competitiva. Isso se traduz em algo simples: menos dinheiro no caixa e menos capacidade de fazer política pública de verdade.
É preciso separar responsabilidades. O atual prefeito tem apenas um ano de gestão e herdou um cenário moldado por oito anos de um prefeito fazendeiro, que se preocupou com o seu umbigo e hoje está no ostracismo, isolado em seu próprio ego.
Os números mostram que Anápolis perdeu protagonismo ao longo do tempo, sem uma estratégia consistente de desenvolvimento econômico sustentável. O problema não nasceu agora, mas cobra seu preço agora.
Na saúde pública, o impacto é direto. Menos ICMS significa menos profissionais, menos investimento em atenção básica e mais filas. O SUS já opera no limite, e quando a arrecadação cai, o município sente primeiro.
Não existe milagre: sem dinheiro, a gestão passa a escolher qual problema vai deixar sem solução.
O desafio está posto: como voltar a crescer, gerar valor e fortalecer a arrecadação sem jogar a conta nas costas da população?
Isso exige planejamento, decisões difíceis e continuidade, por sinal raras na política, mas indispensáveis à gestão. Visto o alerta, agora é enfrentá-lo e fazer com que Anápolis volte a liderar, e não apenas sobreviver.
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