Ímãs na geladeira: técnico alerta para o risco de aumento nas contas de energia

Objetos colados na porta do refrigerador não consomem energia diretamente, mas podem provocar perda de frio e fazer o aparelho trabalhar mais ao longo do dia

Gabriel Yuri Souto Gabriel Yuri Souto -
Ímãs na geladeira aumentam o consumo de energia? Veja quando eles podem elevar a conta de luz e quais cuidados simples ajudam a evitar desperdício no dia a dia.
(Foto: Captura de tela/YouTube)

Ímãs de geladeira fazem parte da rotina de muitas casas. Em geral, recados, listas de compras, fotos e lembretes ficam presos à porta do refrigerador, que, por sua vez, é um dos poucos eletrodomésticos ligados 24 horas por dia. Por isso, surge uma dúvida comum: esses ímãs podem aumentar o consumo de energia elétrica?

Segundo técnicos em refrigeração, o magnetismo em si não interfere no funcionamento do aparelho. Ainda assim, o risco aparece de forma indireta, principalmente quando há impacto na vedação da porta ou mudança nos hábitos de uso.

O mito do magnetismo e o funcionamento do refrigerador

O refrigerador funciona com base na troca de calor. Dessa forma, sensores internos identificam quando a temperatura sobe e acionam o compressor para resfriar novamente o interior.

Esse processo, no entanto, não sofre influência do campo magnético de ímãs decorativos, que são fracos e bastante localizados.

Ou seja, o ímã não “puxa” energia do motor nem altera o sistema eletrônico. Pelo contrário, o consumo depende sobretudo da eficiência do isolamento térmico, da temperatura do ambiente e, além disso, da frequência com que a porta é aberta.

Quando os ímãs podem aumentar o consumo

Apesar de parecerem inofensivos, alguns cenários exigem atenção. Em situações específicas, os ímãs podem, sim, contribuir para o aumento da conta de luz.

Objetos grossos perto da vedação

Ímãs muito espessos, suportes metálicos, clips grandes ou lembranças pesadas colocadas perto da borda da porta podem impedir o fechamento completo. Assim, mesmo um pequeno desnível permite a entrada constante de ar quente.

Com isso, o refrigerador passa a trabalhar mais para manter a temperatura ideal. Como resultado, o consumo de energia aumenta ao longo do tempo.

Porta aberta com mais frequência

Além disso, há um impacto ligado ao comportamento. Quando a porta vira um “quadro de avisos”, muitas pessoas acabam abrindo o refrigerador enquanto decidem o que comprar ou preparar.

Cada abertura, portanto, troca ar frio por ar quente e úmido, exigindo mais esforço do compressor.

Modelos modernos e sensores sensíveis

Em geladeiras mais novas, pequenos desalinhamentos podem impedir o fechamento correto da porta.

Nesses casos, o problema não é o ímã em si, mas a combinação entre volume, peso e posição inadequada do objeto.

Como identificar perda de vedação

Para verificar se a porta está fechando corretamente, existe um teste simples. Primeiro, coloque uma folha de papel entre a borracha e o corpo da geladeira.

Em seguida, feche a porta e puxe a folha. Se ela sair com facilidade em algum ponto, a vedação não está funcionando bem naquela área.

Além disso, outros sinais comuns incluem:

  • Condensação excessiva dentro do aparelho

  • Formação de gelo acima do normal no congelador

  • Compressor ligando com muita frequência

  • Porta que não “puxa” sozinha no fechamento final

Boas práticas para evitar desperdício

Felizmente, não é necessário eliminar os ímãs da geladeira. Com alguns cuidados simples, é possível reduzir qualquer risco de consumo extra.

  • Evite colocar objetos na borda da porta

  • Prefira ímãs finos e leves

  • Não prenda papéis entre a porta e o corpo do aparelho

  • Mantenha as borrachas sempre limpas

  • Reduza aberturas desnecessárias

Além disso, manter a temperatura correta — cerca de 4 °C no refrigerador e -18 °C no congelador — ajuda a evitar gasto excessivo de energia.

O que realmente pesa na conta de luz

No fim das contas, o maior vilão não é o ímã. Na prática, o problema está na perda de frio causada por má vedação e uso inadequado.

Cada grau perdido, portanto, precisa ser compensado pelo compressor, o que se reflete diretamente na conta de energia.

Como resumem técnicos da área, o magnetismo não consome eletricidade. Já o ar quente entrando pela porta, por outro lado, pesa no bolso.

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Gabriel Yuri Souto

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

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