Segundo a psicologia, pessoas que odeiam mensagens de áudio possuem quatro características em comum

Preferência por textos, aversão a áudios longos e necessidade de controle da informação ajudam a explicar por que algumas pessoas rejeitam mensagens de voz no dia a dia

Gabriel Yuri Souto Gabriel Yuri Souto -
Psicologia explica por que algumas pessoas odeiam mensagens de áudio. Estudo aponta quatro características comuns ligadas a controle, tempo e processamento mental.
(Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

As mensagens de áudio se tornaram um recurso comum em aplicativos de conversa. Ainda assim, para muitas pessoas, receber um áudio gera incômodo imediato.

Segundo a psicologia, esse comportamento não acontece por acaso. Pelo contrário, ele costuma estar ligado a padrões claros de funcionamento cognitivo e emocional.

Especialistas em comportamento digital apontam que pessoas que odeiam mensagens de áudio compartilham, em geral, quatro características principais.

Esses traços não indicam problema psicológico, mas refletem a forma como o cérebro lida com informação, tempo e estímulos externos.

A seguir, veja o que a psicologia explica sobre esse fenômeno cada vez mais comum.

1. Necessidade de controle sobre o tempo

Uma das características mais frequentes está relacionada ao controle. Diferentemente do texto, o áudio exige atenção imediata e contínua. O conteúdo só é compreendido do início ao fim, no ritmo imposto por quem gravou.

Por isso, o tempo acaba sendo percebido como “tomado”. Enquanto uma mensagem escrita pode ser lida rapidamente ou ignorada momentaneamente, o áudio obriga o receptor a parar o que está fazendo.

Esse fator costuma gerar irritação em pessoas mais organizadas ou com rotina mentalmente sobrecarregada.

2. Preferência por processamento visual

Segundo a psicologia cognitiva, algumas pessoas processam informações de forma mais eficiente por meio da leitura. Para esse grupo, textos são mais claros, objetivos e fáceis de memorizar.

Nesse contexto, mensagens de áudio acabam sendo vistas como confusas ou pouco práticas. Muitas vezes, informações simples são alongadas desnecessariamente, o que aumenta a sensação de desperdício de tempo. Além disso, detalhes importantes podem se perder, já que o conteúdo não fica visível.

3. Sensibilidade a estímulos externos

Outra característica comum é a sensibilidade sensorial. Pessoas mais sensíveis tendem a se incomodar com ruídos, entonações, pausas longas ou sons de fundo presentes nos áudios.

Nesses casos, o incômodo não está apenas na mensagem, mas na experiência sonora como um todo. Em ambientes públicos ou silenciosos, por exemplo, o áudio se torna ainda mais inconveniente, pois exige fones ou atenção redobrada.

4. Valorização da comunicação objetiva

Por fim, a psicologia aponta que pessoas que odeiam mensagens de áudio costumam valorizar comunicação direta e objetiva. Textos permitem ir direto ao ponto, reler trechos e localizar informações específicas com facilidade.

Já o áudio, em muitos casos, é percebido como prolixo. Isso gera frustração, principalmente quando o conteúdo poderia ser resumido em poucas linhas. Assim, a rejeição não é ao formato em si, mas à falta de eficiência comunicativa associada a ele.

Um comportamento cada vez mais comum

Com o aumento da comunicação digital, esse tipo de preferência tem se tornado mais visível. Embora mensagens de áudio sejam práticas para quem envia, elas nem sempre atendem às expectativas de quem recebe.

Segundo especialistas, entender essas diferenças ajuda a melhorar a comunicação interpessoal e evitar conflitos desnecessários. Afinal, o que é prático para uns pode ser altamente desconfortável para outros.

Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!

Gabriel Yuri Souto

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

Você tem WhatsApp ou Telegram? É só entrar em um dos grupos do Portal 6 para receber, em primeira mão, nossas principais notícias e reportagens. Basta clicar aqui e escolher.

+ Notícias

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Para mais informações, incluindo como configurar as permissões dos cookies, consulte a nossa nova Política de Privacidade.