Hora extra: quando o funcionário deve aceitar e quando pode recusar o pedido da empresa

Entenda em quais situações o trabalhador é obrigado a fazer horas extras e quando ele pode dizer “não” sem sofrer punições

Gabriel Yuri Souto Gabriel Yuri Souto -
Emprego
(Foto: Divulgação)

A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) define regras objetivas sobre jornada e prorrogação do expediente. Por isso, entender quando o funcionário pode recusar hora extra evita conflitos e protege direitos.

A empresa não pode simplesmente impor horas adicionais sem respaldo legal. A lei permite a prorrogação da jornada, mas exige acordo prévio ou situação excepcional.

Quando a empresa pode exigir hora extra

A empresa pode solicitar hora extra quando existe acordo individual por escrito, convenção coletiva ou acordo coletivo autorizando a prorrogação.

Além disso, a lei permite a exigência em casos de necessidade urgente. Por exemplo, situações de força maior, risco ao funcionamento da empresa ou serviços inadiáveis justificam a medida.

Ainda assim, a jornada não pode ultrapassar duas horas extras por dia, salvo situações excepcionais previstas na própria CLT.

Quando o funcionário pode recusar hora extra

O trabalhador pode recusar a hora extra quando não existe acordo que autorize a prorrogação da jornada. Nesse caso, a empresa não pode tratar a negativa como insubordinação.

Também pode haver recusa quando o pedido ultrapassa o limite legal de duas horas adicionais por dia. Se o empregador insistir, ele descumpre a legislação.

Além disso, o funcionário pode negar a solicitação quando a empresa transforma a hora extra em regra permanente. A lei permite exceção, não rotina abusiva.

Outro ponto importante envolve a saúde. Se a prorrogação comprometer o descanso mínimo de 11 horas entre jornadas, o trabalhador pode se opor.

Pagamento das horas extras

Quando o funcionário realiza hora extra dentro das regras legais, a empresa deve pagar adicional de, no mínimo, 50% sobre o valor da hora normal.

Entretanto, empregador e empregado podem adotar o banco de horas, desde que formalizem o acordo por escrito. Nesse sistema, o trabalhador compensa as horas com folgas posteriores.

Atenção aos direitos

O trabalhador não precisa aceitar exigências fora da lei. Da mesma forma, o empregador deve respeitar os limites estabelecidos na CLT.

Caso a empresa insista em impor horas extras de maneira irregular, o funcionário pode procurar o sindicato ou a Justiça do Trabalho.

Portanto, compreender quando o funcionário pode recusar hora extra garante segurança jurídica e evita prejuízos tanto para o empregado quanto para a empresa.

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Gabriel Yuri Souto

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

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