Por que os especialistas recomendam o consumo de ovos e peixes após os 60
Proteína de qualidade e ômega-3 ajudam a proteger músculos, energia e imunidade, principalmente em época de temperaturas baixas

Passar dos 60 muda a forma como o corpo lida com força, energia e recuperação. E, muitas vezes, a sensação de cansaço, comum de se ver atribuída à idade, começa numa dieta com menos proteína ao longo do dia e escolhas pobres em nutrientes essenciais.
Por isso, especialistas costumam apontar dois alimentos como aliados frequentes nessa fase: ovos e peixes, especialmente os mais gordurosos. A introdução dos dois na alimentação preserva massa muscular e dá suporte ao organismo em períodos de menor atividade e menos sol — cenário comum na terceira idade.
Aos 60, proteína vira prioridade
Com o avanço da idade, é comum haver redução gradual de massa e força muscular, o que aumenta a chance de quedas e perda de mobilidade. Essa condição é frequentemente discutida na literatura como sarcopenia, ligada à queda de desempenho físico e autonomia.
Para contornar essa condição, a proteína tem que aparecer nos pratos dos idosos não apenas em maior quantidade, mas também com sua ingestão distribuída ao longo do dia. Estudos e revisões discutem que quantidades adequadas por refeição e um fracionamento mais equilibrado do consumo tendem a ser relevantes para proteger músculo em idosos.
Essa necessidade aumenta nos meses frios, quando a combinação “menos movimento + menos luz” pode piorar a sensação de fadiga e a vulnerabilidade do corpo.
Por que ovos entram no radar dos especialistas depois dos 60
O ovo é um dos alimentos mais práticos quando o assunto é proteína de alto valor biológico. Ele ajuda com uma boa dose de proteína sem exigir grandes preparos, algo que pesa na rotina de muita gente nessa idade.
Outro ponto é a versatilidade. O ovo é um ingrediente fácil de encaixar no café da manhã, almoço ou jantar e, assim, facilitar a meta de espalhar proteína nas refeições.
Peixes após os 60: ômega-3, inflamação e suporte ao músculo
Peixes como sardinha e salmão têm o benefício de entregarem tanto proteína quanto gorduras ricas em ômega-3, e se alimentar desses animais algumas vezes por semana é a forma mais simples de garantir esse tipo de gordura.
A literatura científica discute o papel do ômega-3 em processos inflamatórios e investiga seus possíveis efeitos em síntese proteica muscular e força, com resultados que podem variar entre estudos. Em idosos, há pesquisas avaliando ômega-3 isolado e também em combinação com treino de força, justamente pelo foco em função muscular.
Sinais como mais dificuldade para levantar, subir escadas ou manter o ritmo ao caminhar podem se tratar de alertas. Nesses casos, revisar proteína diária, qualidade do cardápio e procurar orientação profissional pode mudar bastante o bem-estar na terceira idade.
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