Sachês de ketchup, maionese e sal estão proibidos em restaurantes a partir de agosto de 2026

Nova regra transforma práticas tradicionais em estabelecimentos comerciais

Magno Oliver Magno Oliver -
Sachês de ketchup, maionese e sal estão proibidos em restaurantes a partir de agosto de 2026
(Foto: Captura de tela / Youtube)

A partir de agosto de 2026, estabelecimentos da União Europeia deverão substituir sachês plásticos descartáveis de uso único por alternativas reutilizáveis ou mais sustentáveis.

A medida integra o novo Regulamento Europeu sobre Embalagens e Resíduos de Embalagens, conhecido internacionalmente como PPWR (Packaging and Packaging Waste Regulation), que estabelece metas obrigatórias de redução de resíduos no setor de hospitalidade.

A regra atinge condimentos individuais, como ketchup, maionese e sal, além de itens de higiene oferecidos em hotéis.

O regulamento europeu determina que pequenos recipientes plásticos destinados a uso único sejam gradualmente eliminados de hotéis, bares e restaurantes.

No lugar dos sachês, os estabelecimentos deverão adotar dispensers recarregáveis, embalagens reutilizáveis ou soluções certificadas como compostáveis.

A mudança faz parte da estratégia ambiental do bloco para reduzir a geração de resíduos e estimular a economia circular. Dados da Comissão Europeia indicam que as embalagens representam parcela significativa do lixo urbano no continente.

Além do aspecto ambiental, a transição também envolve questões sanitárias e de controle de consumo. Após a pandemia, muitos restaurantes passaram a adotar porções individuais como medida de higiene.

Com o novo regulamento, o desafio será manter padrões rigorosos de segurança alimentar sem recorrer ao plástico descartável. Autoridades europeias afirmam que dispensers higienizáveis e protocolos de limpeza adequados atendem às exigências sanitárias vigentes.

E no Brasil?

Diferentemente da União Europeia, o Brasil ainda não possui, até janeiro de 2026, uma lei federal que proíba amplamente sachês plásticos em restaurantes.

O cenário é fragmentado. Municípios e estados adotaram normas específicas, como restrições a canudos e copos plásticos. Em cidades como São Paulo, há legislação que limita utensílios descartáveis e cria precedentes para futuras restrições a embalagens individuais.

No Congresso Nacional, o Projeto de Lei 2524/2022 propõe a eliminação gradual de plásticos não recicláveis até o fim da década, mas ainda está em tramitação.

Especialistas avaliam que, embora a proibição total dos sachês ainda não esteja em vigor no Brasil, a tendência regulatória aponta para maior restrição ao plástico de uso único.

A combinação de pressões ambientais, metas de sustentabilidade corporativa e mudanças no comportamento do consumidor deve acelerar a substituição voluntária desses itens.

Na Europa, a regra já tem data definida; no Brasil, a adaptação ocorre de forma gradual, impulsionada por legislações locais e pela expectativa de futuras normas nacionais.

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Magno Oliver

Magno Oliver

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Escreve para o Portal 6 desde julho de 2023.

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