Geração Z troca carnaval por descanso e prefere ficar em casa, segundo pesquisa
Levantamento aponta que jovens demonstram baixa identificação cultural com a festa e priorizam tranquilidade durante o feriado

Enquanto milhões de brasileiros contam os dias para vestir fantasias e ocupar as ruas ao som de marchinhas e trios elétricos no carnaval, uma parcela significativa da juventude parece seguir na direção oposta.
Um levantamento recente da AtlasIntel revelou que a Geração Z demonstra o menor nível de interesse pelo carnaval no país.
Conforme os dados divulgados na segunda-feira (9), 84,8% dos jovens afirmaram não gostar da celebração — percentual que praticamente dobra a média registrada entre outras gerações, estimada em 50,7%.
O resultado evidencia uma mudança de comportamento que vai além da simples preferência musical.
Entre as principais razões apontadas está a dificuldade de identificação cultural com a festa, tradicionalmente vista como símbolo da identidade brasileira.
Para muitos entrevistados, o carnaval deixou de representar pertencimento e passou a ser encarado apenas como um período de pausa no calendário.
O desejo de descanso aparece como prioridade: 48% dos jovens preferem aproveitar o feriado para descompressão, longe da agitação. Em contraste, apenas 11% ainda associam a data à folia tradicional.
Além disso, fatores como aversão a grandes multidões e pouca afinidade com os estilos musicais predominantes nos festejos também contribuem para o distanciamento.
O cenário aponta para uma transformação no modo como as novas gerações se relacionam com eventos culturais de grande escala — e levanta questionamentos sobre o futuro de uma das maiores festas populares do mundo.
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