Pouca gente sabe, mas essa fruta nordestina ajuda na digestão e pode ser cultivada em casa

Essa fruta de aroma marcante pode favorecer o funcionamento do intestino e ainda ser cultivada com facilidade em regiões quentes

Isabella Victória -
Pouca gente sabe, mas essa fruta nordestina ajuda na digestão e pode ser cultivada em casa
(Foto: Reprodução/Depositphotos.com/Softkrafts.live.com)

Amarela, suculenta e de sabor levemente ácido, ela faz parte da memória afetiva de muitas famílias nordestinas.

O cajá-manga, além de tradicional na culinária regional, vem despertando interesse por um motivo que vai além do paladar: seus benefícios para a digestão.

E o melhor — essa fruta pode crescer no seu quintal.

Por que o cajá-manga favorece a digestão?

O cajá-manga reúne três elementos importantes para o sistema digestivo: fibras, água e ácidos orgânicos naturais.

As fibras contribuem para a formação adequada do bolo fecal e ajudam a manter a regularidade intestinal quando consumidas com moderação.

Já a presença de água auxilia na hidratação do trato digestivo, fator essencial para o bom funcionamento do intestino.

Além disso, os ácidos orgânicos, como o ácido cítrico, estimulam a produção de saliva e sucos gástricos.

Isso pode facilitar a digestão, principalmente após refeições mais pesadas.

A fruta também contém compostos antioxidantes, que ajudam a proteger as células da mucosa intestinal contra danos causados por radicais livres.

Sensação de leveza após as refeições

Em muitas regiões do Nordeste, é comum consumir suco de cajá-manga depois do almoço, especialmente em dias quentes.

A bebida é associada à sensação de “estômago mais leve”, o que reforça sua fama como aliada da digestão.

No entanto, especialistas destacam que os efeitos variam de pessoa para pessoa.

O cajá-manga funciona melhor quando inserido em uma alimentação equilibrada, com boa hidratação e consumo regular de outras frutas ricas em fibras.

Quem tem estômago sensível pode consumir?

Por ter sabor ácido, o cajá-manga pode gerar dúvidas em quem sofre com gastrite, refluxo ou queimação frequente.

De modo geral, em pessoas saudáveis, o consumo moderado costuma ser bem tolerado.

Por outro lado, quem apresenta sensibilidade gástrica deve observar a própria reação ao ingerir a fruta.

Nesse caso, uma estratégia para reduzir a acidez é combiná-la com alimentos menos ácidos, como banana ou mamão, especialmente em sucos.

Se ainda assim surgirem sintomas como desconforto ou ardor, o ideal é reduzir a frequência de consumo e buscar orientação profissional.

Dá para plantar cajá-manga em casa?

Sim — e essa é outra vantagem da fruta.

O cajá-manga se adapta bem a climas tropicais e subtropicais, com temperaturas acima de 20 °C.

A planta prefere sol pleno e solo bem drenado, rico em matéria orgânica.

O cultivo pode ser feito por sementes ou, de forma mais prática, por mudas enxertadas, que costumam frutificar mais cedo.

Cuidados básicos para o plantio:

  • Escolher mudas de viveiros confiáveis ou sementes bem formadas;
  • Garantir solo com boa drenagem para evitar excesso de água nas raízes;
  • Manter exposição ao sol durante boa parte do dia;
  • Regar regularmente nos primeiros anos, sem encharcar;
  • Realizar podas leves para estimular o crescimento da copa.

Mesmo em áreas urbanas, é possível cultivar a árvore em quintais amplos ou em vasos grandes, desde que haja espaço suficiente para as raízes se desenvolverem.

Quando colher?

Os frutos costumam estar prontos quando apresentam coloração amarelada intensa e aroma forte.

É nesse estágio que a polpa fica mais suculenta e saborosa.

Tradição, sabor e cultivo acessível

Ao unir valor nutricional e facilidade de plantio, o cajá-manga mantém viva uma tradição regional e ainda se adapta ao estilo de vida contemporâneo, que busca alimentos mais naturais e próximos da origem.

Portanto, seja em forma de suco, polpa ou consumido in natura, ele prova que, muitas vezes, as soluções simples já estão no quintal de casa.

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Isabella Victória

Estudante de Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e estagiária de SEO no Portal 6. Atua na produção de conteúdo otimizado para a web, com interesse em curiosidades, comportamento, tendências digitais e temas do cotidiano, sempre com uma abordagem leve, clara e informativa.

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