Motoristas acima de 65 terão novas regras para renovar carteira de motorista nesse país

Neste país, a renovação passa a seguir prazos mais curtos conforme a idade e exige avaliação médica a partir dos 75 anos

Gustavo de Souza -
Motoristas acima de 65 terão novas regras para renovar carteira de motorista nesse país
(Foto: Ilusatração/Freepik)

Para muitos idosos, renovar a carteira de motorista vai além da burocracia: é manter autonomia para ir ao médico, fazer compras e seguir ativo na comunidade. Não há uma “idade máxima” para dirigir, mas as renovações ficam mais frequentes conforme o motorista envelhece, e isso muda o ritmo do processo para quem passa dos 65.

A lógica é simples: na Nova Zelândia, a habilitação continua possível nessa idade, porém com foco crescente na aptidão do condutor, especialmente quando há condições de saúde que podem afetar visão, cognição, mobilidade ou reflexos.

Como funciona a renovação para quem já passou dos 65

A regra geral no país prevê licenças de até 10 anos, mas há uma adaptação importante: se o motorista está na faixa em que a próxima renovação “encosta” nos 75 anos, a validade pode ser ajustada para vencer no aniversário de 75.

Na prática, isso significa que muitos condutores acima de 65 passam a renovar com intervalo menor do que o padrão de 10 anos, pois o documento precisa alinhar o vencimento com a mudança de faixa etária.

A partir dos 75, entra a etapa médica obrigatória

Ao completar 75 anos, a renovação passa a exigir um certificado médico. O mesmo ocorre aos 80 e, depois disso, a renovação se torna bienal, também com avaliação de saúde.

Esse certificado não é um “teste surpresa”: o objetivo é confirmar se a pessoa está apta a dirigir com segurança, levando em conta riscos clínicos e funcionais.

O que o médico avalia e o que pode mudar na licença

Durante a consulta, costumam ser observados fatores como visão, efeitos de medicamentos, condições neurológicas e cardiovasculares e sinais de declínio cognitivo que possam aumentar o risco ao volante.

Quando há dúvida, o processo pode incluir avaliação adicional, inclusive com apoio de avaliação terapêutica ocupacional, e a habilitação pode receber condições para reduzir risco, em vez de ser cancelada automaticamente.

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Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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