Escondida no topo de montanhas, a pequena Toscana brasileira é um tesouro e encanta turistas
Município fundado por imigrantes em 1877 mantém dialeto, vinícolas familiares e produção recorde de uvas

Existe um lugar no Sul do Brasil onde o silêncio das montanhas é quebrado apenas pelo vento entre os parreirais.
Um município pequeno, discreto, com pouco mais de 2.600 moradores — mas que guarda uma herança cultural que atravessou gerações quase sem alterações.
Monte Belo do Sul, a 121 quilômetros de Porto Alegre, nasceu em 1877 com a chegada de 416 imigrantes italianos.
Desde então, cada colina cultivada parece contar a mesma história: trabalho familiar, respeito à terra e tradição preservada.
O que chama atenção não é apenas a paisagem que lembra vilarejos europeus. É a permanência. O dialeto vêneto ainda ecoa nas conversas, as vinícolas continuam sob gestão familiar e os costumes seguem vivos no cotidiano da cidade.
A economia gira em torno da uva — e não por acaso. Monte Belo do Sul é o maior produtor per capita da América Latina.
No período da vindima, no verão, a colheita transforma o município em cenário de celebração silenciosa, onde tradição e produção caminham juntas.
O visitante encontra igrejas imponentes, mirantes com vista para o Vale do Rio das Antas, construções históricas e ateliês que mantêm técnicas artesanais.
À mesa, pratos típicos como menarosto, massas caseiras e vinhos locais reforçam a identidade
italiana.
A 618 metros de altitude nas montanhas, o clima marca as estações com nitidez — do frio intenso do inverno às paisagens douradas do outono.
Monte Belo do Sul não se impõe pelo tamanho. Conquista pela permanência. Em meio à Serra Gaúcha, segue como um refúgio onde tradição não é lembrança — é modo de vida.
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