Após quatro anos, nasce primeiro filhote de kākāpō, uma das aves mais raras do mundo

Filhote nasceu em ilha-santuário monitorada 24h e elevou para 253 o número de indivíduos da espécie mais rara do mundo

Gabriel Dias Gabriel Dias -
Nasce primeiro filhote de kākāpō, uma das aves mais raras do mundo
(Imagem: Ilustração/Captura de tela/YouTube/AFP Português)

Após quatro anos sem novos nascimentos bem-sucedidos, a Nova Zelândia celebra a chegada de um filhote de kākāpō — considerada a ave mais rara e pesada do planeta.

O pequeno macho, batizado de Tīwhiri, nasceu na madrugada de 14 de fevereiro de 2026, na ilha-santuário Whenua Hou/Anchor Island, reacendendo a esperança para a espécie criticamente ameaçada.

O kākāpō (Strigops habroptilus) é um papagaio singular: não voa, tem hábitos noturnos, pode viver até 90 anos e depende de ciclos específicos de frutificação de árvores nativas, como rimu e tōtara, para se reproduzir.

Em dezembro de 2025, a população global contabilizava 252 indivíduos. Desde 2022, apenas dois filhotes haviam sobrevivido, e a espécie enfrentava estagnação populacional.

Tīwhiri nasceu saudável, pesando 121 gramas. Filho da fêmea Kuia, de 35 anos, e do macho Rangi, de 28, o filhote está sob monitoramento constante por câmeras térmicas e pela equipe do Departamento de Conservação (DOC). Além da alimentação materna, recebe suplementação para aumentar as chances de sobrevivência.

O nome, escolhido em conjunto por líderes māori e conservacionistas, significa “tempestade” ou “vento forte”, simbolizando resiliência diante das adversidades enfrentadas pela espécie.

O nascimento é resultado de um dos programas de conservação mais rigorosos do mundo. Todos os kākāpōs são identificados, chipados, rastreados por GPS e vivem em ilhas livres de predadores.

O projeto inclui inseminação artificial, alimentação suplementar e vacinação contra doenças respiratórias.

Com a chegada de Tīwhiri, a população mundial sobe para 253 indivíduos — o primeiro aumento natural em quatro anos.

O fato ganhou repercussão internacional e foi celebrado como símbolo de que esforços intensivos de conservação podem produzir resultados concretos.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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