Especialistas alertam sobre erro comum ao colocar celular para carregar
Técnicos no assunto explicam que a ordem dos movimentos faz mais diferença nesse processo do que parece
Carregar o celular é um gesto automático na rotina de milhões de brasileiros. No entanto, especialistas em eletrônica alertam que a ordem em que o carregador é conectado pode impactar diretamente a durabilidade do aparelho.
O erro mais comum, que é ligar o cabo ao smartphone antes de conectar o adaptador à tomada, pode expor o dispositivo a picos de energia prejudiciais ao longo do tempo.
O fenômeno envolvido é conhecido como sobretensão. No momento em que o carregador é inserido na rede elétrica, ocorre um impulso elétrico extremamente rápido, chamado pico de tensão.
Se o telefone já estiver conectado ao cabo, essa descarga inicial pode atingir diretamente seus circuitos internos.
Em nota pública de suporte técnico, a fabricante Huawei destaca que oscilações elétricas podem provocar perda de desempenho, redução da vida útil da bateria, travamentos, reinicializações inesperadas e até danos permanentes aos componentes.
O processo acontece da seguinte forma: primeiro, o carregador é conectado à tomada; nesse instante, a rede elétrica estabiliza a corrente dentro do adaptador.
Quando o smartphone é conectado depois disso, ele recebe energia já regulada. No procedimento inverso, quando o cabo já está ligado ao aparelho antes da conexão na tomada, o pico inicial pode atingir diretamente a placa interna e as células da bateria.
Além disso, há o risco de formação de microarcos elétricos no momento do contato, pequenas faíscas quase imperceptíveis que, com o tempo, oxidam os conectores e causam falhas na recarga.
Os técnicos em manutenção de smartphones recomendam um protocolo simples para evitar problemas: primeiro conectar o adaptador à tomada e só então ligar o cabo ao celular.
Para desconectar, a orientação é inversa, você vai retirar primeiro o cabo do aparelho e, depois, o carregador da rede elétrica.
Embora pareça um detalhe insignificante, a sequência correta ajuda a preservar os circuitos internos, prolongar a vida útil da bateria e evitar danos cumulativos que só se tornam visíveis meses depois.
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