Imposto de Renda 2026: declarações começam neste mês e brasileiros precisam se preparar para evitar erros e cair na malha fina
Prazo de entrega deve ir de 16 de março a 29 de maio; especialista alerta para organização antecipada e esclarece que nova faixa de isenção só valerá na declaração de 2027

A entrega da declaração do Imposto de Renda 2026 deve começar no próximo dia 16 de março e seguir até 29 de maio.
Apesar de a Receita Federal ainda precisar confirmar oficialmente o calendário e as regras deste ano, a orientação já é clara: organizar os documentos com antecedência para evitar erros e reduzir o risco de cair na malha fina.
As informações foram divulgadas pela jornalista Ana Vinhas, na editoria Conta em Dia.
Nova faixa de isenção só vale em 2027
Muitos contribuintes ainda têm dúvidas sobre as mudanças aprovadas recentemente. No entanto, a ampliação da faixa de isenção para quem recebe até R$ 5 mil e os descontos para rendas de até R$ 7.350 só terão efeito prático na declaração de 2027.
Isso acontece porque a declaração entregue em 2026 se refere aos rendimentos obtidos ao longo de 2025. Portanto, as novas regras ainda não impactam o ajuste que será feito neste ano.
Segundo o especialista em tributação e contabilidade Mafrys Gomes, sócio do Grupo MCR Contabilidade e Auditoria, entender essa diferença é fundamental.
“Muitas pessoas acreditam que as novas regras já impactarão a declaração de 2026, mas isso não é verdade. Como estamos falando do ano-base 2025, as mudanças aprovadas recentemente só terão efeito prático na declaração que será entregue em 2027”, explica.
Quem precisou declarar no ano passado
Em 2025, ficou obrigado a declarar quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888. Além disso, também precisaram prestar contas:
Quem recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil;
Contribuintes que obtiveram ganho de capital na venda de bens ou direitos;
Quem realizou operações em bolsas de valores acima de R$ 40 mil ou com apuração de ganho sujeito a imposto;
Produtores rurais com receita bruta superior a R$ 169.440.
A expectativa é que não ocorram mudanças significativas nesses critérios, mas a Receita ainda divulgará as regras oficiais.
Organização evita dor de cabeça
Para Mafrys Gomes, o melhor caminho é a preparação antecipada. “A recomendação é que o contribuinte já comece a separar informes de rendimentos, comprovantes de despesas médicas, educacionais e documentos de bens e direitos. A antecipação evita erros e reduz significativamente o risco de cair na malha fina”, afirma.
Ele também alerta para falhas comuns. Segundo o especialista, divergências entre as informações declaradas pelo contribuinte e os dados enviados pelas fontes pagadoras continuam sendo o principal motivo de retenção.
“Informações inconsistentes ainda são o maior motivo de malha fina. Pequenos descuidos podem gerar dor de cabeça”, destaca.
Como se preparar para o Imposto de Renda 2026
1. Organize os documentos
Separe informes de rendimentos bancários, comprovantes de despesas médicas e educacionais, recibos de aluguéis, dados de dependentes e documentos de bens.
2. Verifique se você precisa declarar
Analise se seus rendimentos ultrapassam os limites exigidos pela Receita Federal.
3. Atualize seus bens e direitos
Declare imóveis, veículos, investimentos, ações, criptomoedas e demais patrimônios no campo correto.
4. Escolha entre declaração completa ou simplificada
O modelo completo permite deduções legais, enquanto o simplificado aplica desconto-padrão de 20% sobre a renda tributável.
Avalie qual opção resulta em menor imposto ou maior restituição.
5. Busque orientação especializada
Se houver dúvidas, contar com um contador de confiança pode evitar erros e retrabalho.
Mesmo que o modelo de 2026 seja semelhante ao anterior, cada contribuinte pode ter mudanças na vida financeira ao longo do ano. Por isso, revisar dados com atenção faz toda a diferença no momento de acertar as contas com o Fisco.
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