R$ 250 bilhões em jogo: proposta da Marinha a Lula promete reerguer a indústria naval brasileira
Plano estratégico prevê expansão da esquadra, submarino nuclear e reforço da vigilância marítima para proteger riquezas da Amazônia Azul

Em um momento marcado por conflitos internacionais e mudanças no equilíbrio geopolítico, o Brasil começou a discutir com mais intensidade o fortalecimento de suas tecnologias militares, especialmente no ambiente marítimo.
A Marinha do Brasil apresentou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um plano estratégico que pode mobilizar mais de R$ 250 bilhões em investimentos até 2040.
A proposta faz parte de um pacote mais amplo de planejamento das Forças Armadas entregue ao governo federal no início deste ano.
O objetivo é ampliar a presença naval do país, modernizar equipamentos e garantir proteção às águas jurisdicionais brasileiras, área conhecida como Amazônia Azul.
Entre as prioridades do projeto está a expansão da Esquadra com novas embarcações de combate. A Marinha pretende ampliar o Programa Fragatas Classe Tamandaré, que atualmente prevê quatro navios, para um total de oito unidades.
Cada fragata tem custo estimado em cerca de R$ 3 bilhões e foi projetada para atuar em cenários modernos de guerra naval, com capacidades de defesa aérea, combate a submarinos e enfrentamento de ameaças de superfície.
O plano também reforça a importância do submarino nuclear Álvaro Alberto, em construção no complexo naval de Itaguaí, no Rio de Janeiro.
Integrante do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), o equipamento é considerado estratégico por sua capacidade de permanecer por longos períodos submerso e operar de forma silenciosa, aumentando o poder de dissuasão do país. A expectativa é que a embarcação seja concluída por volta de 2033.
Outra frente importante envolve a ampliação da vigilância sobre a chamada Amazônia Azul, região marítima com cerca de 5,7 milhões de quilômetros quadrados sob responsabilidade brasileira.
O projeto prevê o fortalecimento do Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz), com integração de sensores, drones, plataformas não tripuladas e novos sistemas de monitoramento.
O plano estratégico também inclui a aquisição de navios anfíbios e embarcações de patrulha oceânica destinadas a reforçar a fiscalização do litoral e a proteção de infraestruturas estratégicas no mar.
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