Bilhões no bolso: como Luciano Hang superou a lucratividade do Magalu e se tornou o varejista mais rico do Brasil
Comparação entre Magazine Luiza e Havan mostra que faturamento alto nem sempre significa maior lucro no varejo brasileiro

O faturamento de uma empresa nem sempre reflete diretamente o tamanho do lucro obtido ao final do ano.
No varejo brasileiro, dois exemplos ajudam a ilustrar essa diferença entre vender muito e transformar essas vendas em ganho financeiro.
A Magazine Luiza (Magalu) é uma das maiores redes do setor no país e movimenta cifras bilionárias. Em 2021, a companhia registrou vendas que chegaram a cerca de R$ 56 bilhões.
Apesar do volume expressivo de negócios, o lucro líquido naquele período foi de aproximadamente R$ 590 milhões.
Especialistas apontam que o resultado mais enxuto está relacionado a diversos fatores típicos de empresas em expansão.
Investimentos elevados em tecnologia, logística, abertura de novas operações e custos financeiros acabam reduzindo a margem de lucro, mesmo diante de um faturamento robusto.
Já a Havan, rede varejista comandada pelo empresário Luciano Hang, apresentou um desempenho que chamou a atenção no mercado.
Em 2024, a empresa registrou lucro líquido de cerca de R$ 2,69 bilhões, valor significativamente superior ao lucro divulgado pela Magazine Luiza no período citado.
O resultado é atribuído, em grande parte, a um modelo operacional com forte controle de custos e foco na expansão de lojas físicas. Essa estratégia permite que uma parcela maior das vendas seja convertida em lucro efetivo.
Os números reforçam uma lógica comum no mundo dos negócios. Faturamento elevado não significa necessariamente maior rentabilidade.
A forma como a empresa administra despesas, investimentos e estrutura operacional pode ser determinante para o resultado final.
Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!






