Cidade flutuante: um dos maiores cruzeiros do mundo impressiona com 250 mil toneladas, 365 metros e capacidade para quase 10 mil pessoas

Com 20 conveses, sete piscinas e tecnologia de baixa emissão, cruzeiro transforma luxo e engenharia em escala inédita

Gustavo de Souza -
Cidade flutuante: um dos maiores cruzeiros do mundo impressiona com 250 mil toneladas, 365 metros e capacidade para quase 10 mil pessoas
(Imagem: Captura de Tela/YouTube – Rodrigo Ruas

O que antes parecia exagero de ficção virou realidade na indústria marítima. Com dimensões que rivalizam com uma pequena cidade, o Icon of the Seas consolidou um novo patamar para o turismo em alto-mar, ao reunir, em uma única embarcação, escala monumental, entretenimento de resort e soluções tecnológicas voltadas à eficiência operacional.

Oficialmente, o navio da Royal Caribbean figura entre os maiores cruzeiros já construídos. Segundo dados da companhia e do estaleiro Meyer Turku, a embarcação tem cerca de 365 metros de comprimento, arqueação bruta próxima de 250,8 mil toneladas, 20 conveses no total, 2.805 cabines e capacidade para 5.610 hóspedes em ocupação dupla — número que pode chegar a aproximadamente 7,6 mil passageiros, além de 2,35 mil tripulantes.

Estrutura de “cidade” sobre as águas

A grandiosidade não está apenas nas medidas. O Icon of the Seas foi projetado para funcionar como um complexo de lazer flutuante, com sete piscinas, nove hidromassagens, seis toboáguas de grande porte, cassino, teatro, áreas para famílias, restaurantes, bares temáticos e espaços ao ar livre distribuídos em diferentes “bairros” internos.

Na prática, isso significa oferecer experiências simultâneas para perfis distintos de viajantes, de famílias com crianças a hóspedes que buscam gastronomia, descanso ou atrações radicais. É esse desenho multifuncional que ajuda a explicar por que o navio é frequentemente descrito como uma “cidade flutuante”.

Luxo, tecnologia e pressão por sustentabilidade

Construído em Turku, na Finlândia, o navio também se tornou vitrine para a nova geração de cruzeiros movidos a gás natural liquefeito (GNL). A Royal Caribbean informa que o modelo conta com seis motores dual-fuel, conexão para energia em terra, sistema de reaproveitamento de calor, tratamento avançado de águas residuais, reciclagem e tecnologia para otimizar rotas e consumo energético.

O discurso de sustentabilidade, porém, convive com um debate inevitável: quanto maior o navio, maior também o desafio ambiental da operação. Ainda assim, o Icon of the Seas se impõe como símbolo de uma indústria que tenta conciliar espetáculo, eficiência e inovação em escala sem precedentes.

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Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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