Brasileiros com dívidas podem solicitar o DED, documento que está forçando bancos a abaixar os valores

Uma exigência documental vem revelando bastidores pouco conhecidos das cobranças financeiras brasileiras recentes

Magno Oliver Magno Oliver -
Cartões de crédito mais fáceis de aprovar para quem está com o nome sujo
(Foto: Reprodução/ Agência Brasil)

Um documento pouco conhecido pelos consumidores brasileiros tem ganhado destaque em negociações de dívidas com instituições financeiras.

Trata-se do chamado DED (Descritivo de Evolução da Dívida), um relatório detalhado que apresenta, de forma completa, como um débito foi calculado ao longo do tempo.

A solicitação desse documento tem sido apontada por especialistas como uma estratégia importante para quem deseja entender melhor cobranças bancárias e negociar valores de forma mais transparente.

O tema voltou a circular nas redes sociais após um consultor jurídico publicar em seu perfil no Instagram um guia explicando como consumidores podem exigir o relatório diretamente das instituições financeiras.

Segundo o especialista, ao solicitar o DED o cliente passa a ter acesso a todas as etapas da formação da dívida, incluindo a taxa de juros aplicada, encargos adicionais, eventuais multas contratuais e o histórico completo da evolução do débito desde sua origem.

Na prática, o documento funciona como uma espécie de “extrato ampliado” da dívida. Com ele, o consumidor consegue verificar se os cálculos realizados pela instituição financeira seguem o que foi previsto no contrato original.

A transparência nas informações financeiras é garantida por normas previstas no Código de Defesa do Consumidor, que assegura ao cliente o direito de ter acesso claro às condições de cobrança e aos critérios utilizados pelas empresas.

A exigência do relatório detalhado pode influenciar diretamente nas negociações. Isso ocorre porque, ao ter que apresentar todos os cálculos formalmente, o banco precisa demonstrar que os encargos cobrados são legítimos e compatíveis com o contrato.

Caso existam inconsistências ou valores questionáveis, o consumidor passa a ter argumentos mais sólidos para renegociar ou contestar judicialmente a dívida, o que em alguns casos acaba levando as instituições a reverem os valores apresentados.

Confira mais detalhes:

 

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Um post compartilhado por Daniel Maranhão Teixeira (@daniel_consultor_juridico)

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Magno Oliver

Magno Oliver

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Escreve para o Portal 6 desde julho de 2023.

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