Entre navios e eleições: o risco de ficar à deriva
Quem não se prepara, corre o risco de ficar à deriva. No campo político, algo semelhante começa a se desenhar em Goiás

Nos últimos dias, duas imagens muito diferentes circularam nas redes e no noticiário. De um lado, um vídeo que mostra uma embarcação da Marinha do Brasil aparentemente encalhada em uma praia, no Rio de Janeiro. De outro, declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmando que forças americanas já teriam afundado dezenas de embarcações ligadas ao Irã em meio às tensões militares no Oriente Médio.
São cenários completamente distintos, mas que ajudam a lembrar uma verdade antiga da política e da estratégia: quem não se prepara, corre o risco de ficar à deriva.
No campo político, algo semelhante começa a se desenhar em Goiás. O lançamento da pré-candidatura do vice-governador Daniel Vilela ao governo estadual, neste sábado (14) em Jaraguá, articulado pelo governador Ronaldo Caiado, mostra um movimento claro de organização antecipada para as eleições de 2026.
Lideranças políticas, prefeitos (80% dos prefeitos de Goiás), vereadores, deputados e senadores começam a se alinhar em torno de um projeto político que pretende dar continuidade à atual gestão.
Para muitos, a política é uma guerra, e deve ser tratada como tal. A comparação estratégica serve para observar que enquanto alguns grupos já mobilizam lideranças e constroem alianças, outros ainda parecem observar o cenário à distância. Em eleições competitivas, organização prévia costuma fazer diferença.
O fato é que a disputa eleitoral que se aproxima exigirá responsabilidade de todos os lados. O grupo governista já se movimenta, e seus adversários certamente também farão o mesmo.
Como em qualquer travessia política, o desafio será manter rumo, evitar encalhes e convencer a população de que o projeto apresentado é o mais seguro para conduzir o Estado nos próximos anos. É isso.
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