STJ decidiu que o prazo para quitar parcelas em atraso de financiamento imobiliário não é apenas 15 dias, explica advogada

Decisão do Superior Tribunal de Justiça esclarece que o prazo para regularizar atraso em financiamento com alienação fiduciária pode ser maior do que muitos imaginam

Gabriel Yure Gabriel Yuri Souto -
Minha Casa Minha Vida 2025.
Habitações do programa Minha Casa, Minha Vida. (Foto: Divulgação).

Muitas pessoas acreditam que possuem apenas 15 dias para pagar parcelas atrasadas do financiamento imobiliário após receber notificação do banco. No entanto, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) esclareceu que o prazo pode ser maior em determinadas situações.

Ao julgar o Tema Repetitivo 1288, o tribunal analisou as mudanças trazidas pela Lei nº 13.465/2017 e explicou como ocorre o procedimento em contratos com alienação fiduciária.

Inicialmente, o banco envia uma notificação ao devedor para pagamento da dívida em até 15 dias. No entanto, o processo não termina nesse momento.

Como funciona a alienação fiduciária

Nos financiamentos com alienação fiduciária, o comprador usa o imóvel normalmente. Entretanto, o banco mantém a propriedade como garantia até a quitação completa do financiamento.

Quando ocorre atraso nas parcelas, o credor inicia um procedimento formal no cartório. Nesse processo, o cartório notifica o devedor e concede prazo para regularização da dívida.

Assim, o atraso não gera automaticamente a perda do imóvel.

Prazo pode ultrapassar os 15 dias iniciais

Embora a notificação mencione o prazo de 15 dias, o procedimento continua no cartório após esse período.

A propriedade só passa definitivamente para o credor na etapa chamada consolidação da propriedade. Como essa fase ocorre posteriormente, o devedor ainda pode quitar a dívida antes dessa conclusão.

Por esse motivo, em muitos casos o prazo total pode chegar a aproximadamente 45 dias, dependendo da etapa do procedimento.

Situação do processo precisa ser analisada

Cada caso exige avaliação cuidadosa. A fase do procedimento no cartório pode alterar as possibilidades de pagamento da dívida.

Portanto, três pontos costumam ser fundamentais:

  • verificar se já ocorreu a consolidação da propriedade;
  • identificar em que fase está o procedimento no cartório;
  • analisar quais medidas jurídicas ainda podem ser tomadas.

Esses fatores ajudam a definir se ainda existe possibilidade de regularizar o financiamento.

Buscar orientação jurídica pode evitar problemas maiores

Segundo a advogada Elisa Pauly, especialista em direito imobiliário, muitos devedores acreditam que perderam o imóvel imediatamente após receber a notificação.

No entanto, em diversos casos ainda existe tempo para regularizar o financiamento.

Por isso, quem recebeu notificação ou possui parcelas em atraso deve procurar orientação jurídica o quanto antes. Dessa forma, será possível avaliar as opções disponíveis.

Mais informações sobre o tema são divulgadas pela advogada no Instagram @elisapaulyadv.

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Gabriel Yure

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

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