Família se recusa a vender sítio após possível descoberta de petróleo em poço

Família recusa propostas após encontrar substância semelhante ao petróleo em poço no interior do Ceará; caso é analisado pela ANP

Gabriel Dias Gabriel Dias -
Família se recusa a vender sítio após possível descoberta de petróleo em poço
(Foto: Reprodução/Marcelo Andrade/IFCE)

Uma descoberta inesperada no interior do Ceará tem movimentado moradores da região e despertado curiosidade até fora do estado.

Em uma propriedade rural de Tabuleiro do Norte, no Sertão cearense, a perfuração de um poço revelou um material escuro e viscoso que pode ter origem ainda indefinida — mas já levanta suspeitas importantes.

Desde então, o sítio passou a atrair interesse de terceiros. Mesmo assim, a família responsável pela área garante que não pretende negociar o terreno, apesar de já ter recebido propostas informais.

O local pertence ao agricultor Sidrônio Moreira e fica no Sítio Baixa do Juazeiro, uma área de aproximadamente 49 hectares onde ele vive com a esposa e os filhos. A propriedade foi herdada do pai e está situada a cerca de 22 quilômetros do centro do município.

A descoberta aconteceu em novembro de 2024, quando o agricultor iniciou a perfuração do solo em busca de água. No entanto, antes mesmo de atingir o lençol freático, surgiu uma substância escura, com consistência espessa e odor característico, interrompendo o trabalho.

Dois poços foram abertos no terreno e, em ambos, o material apareceu nas mesmas condições, o que reforçou a suspeita de que possa se tratar de algo incomum.

O caso está sendo acompanhado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que já recolheu amostras para análise. O objetivo é identificar a composição do líquido e confirmar se há, de fato, presença de petróleo ou derivado.

A comunicação com o órgão ocorreu meses após a descoberta, e uma equipe técnica esteve no local recentemente, acompanhada por representantes ambientais. Durante a vistoria, os responsáveis orientaram que os poços permaneçam isolados até a conclusão dos estudos.

Enquanto aguarda o resultado, a família optou por não realizar novas perfurações. Além da incerteza sobre o que pode ser encontrado, há também cautela diante das possíveis implicações da descoberta.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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