Das quatro faculdades de medicina punidas com restrição a novos alunos em Goiás, uma consegue se salvar
Revisão do Ministério da Educação retira instituição da lista de cursos com desempenho insatisfatório no Enamed

Das quatro faculdades de medicina de Goiás que haviam sido punidas pelo Ministério da Educação (MEC), uma deixou de integrar a lista após revisão oficial dos dados.
O Centro Universitário de Goiatuba (Unicerrado) foi retirado da relação de cursos penalizados por baixo desempenho no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2025.
A exclusão ocorreu após retificação divulgada pelo MEC nesta semana, que reduziu de 54 para 48 o número total de cursos sancionados em todo o país.
Inicialmente, a Unicerrado havia sido incluída entre as instituições com desempenho considerado insatisfatório, com notas baixas e menos de 50% dos alunos atingindo proficiência adequada.
Com a revisão, o curso deixou de se enquadrar nos critérios que motivaram as penalizações. Além da instituição goiana, outros cinco cursos de medicina também foram retirados da lista após reanálise dos resultados.
Antes da atualização, Goiás tinha quatro faculdades atingidas por sanções. O Centro Universitário Alfredo Nasser (Unifan), em Aparecida de Goiânia, recebeu a penalidade mais severa, com suspensão total da entrada de novos alunos, além de restrições a programas federais e impedimento de ampliar vagas.
Já a Faculdade Zarns, em Itumbiara, teve redução de 50% das vagas autorizadas, enquanto a Faculdade Morgana Potrich (Famp), em Mineiros, sofreu diminuição de 25% na oferta de novos alunos.
As medidas fazem parte de um conjunto de ações do MEC baseado no desempenho dos estudantes no Enamed, exame aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que avalia a qualidade da formação médica no Brasil.
Além da redução de vagas, as instituições penalizadas também enfrentam restrições ao acesso ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e a outros programas federais, além de impedimentos para abertura de novos cursos ou ampliação de turmas.
Segundo o MEC, as faculdades ainda podem apresentar defesa, mas o objetivo das medidas é reforçar a qualidade do ensino médico e garantir maior segurança na formação de futuros profissionais da área.
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