Avós, padrastos e responsáveis passam a poder deixar pensão para netos, enteados e tutelados

Nova lei amplia direitos previdenciários e garante igualdade entre dependentes no acesso a benefícios do INSS

Gabriel Yure Gabriel Yuri Souto -
Um dinheiro alto está se movendo
(Foto: Reprodução/Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Uma nova legislação trouxe mudanças importantes no sistema previdenciário brasileiro. Agora, avós, padrastos, madrastas e responsáveis legais podem deixar pensão para netos, enteados e menores sob tutela ou guarda.

A mudança foi estabelecida pela Lei 15.108/2025, que atualizou o artigo 16 da Lei 8.213/91 e ampliou o conceito de dependentes no âmbito do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O que muda com a nova lei

Com a atualização, a legislação passou a reconhecer diferentes estruturas familiares. Dessa forma, enteados, menores sob guarda e tutelados passaram a ter os mesmos direitos previdenciários que filhos biológicos.

Antes disso, o acesso aos benefícios enfrentava limitações. No entanto, agora a lei garante igualdade no reconhecimento da dependência.

Assim, a medida representa um avanço na proteção social e na adaptação das normas à realidade das famílias brasileiras.

Quais benefícios estão incluídos

A nova regra vale para diversos benefícios pagos pelo INSS. Entre os principais, estão:

  • pensão por morte
  • auxílios relacionados à dependência econômica
  • outros benefícios previdenciários

Com isso, os dependentes passam a ter mais segurança jurídica. Além disso, o acesso aos direitos ocorre de forma mais ampla e justa.

Requisitos para ter direito

Apesar da ampliação, a lei estabelece critérios para concessão dos benefícios.

Para garantir o direito, é necessário:

  • apresentar declaração formal do segurado
  • comprovar a dependência econômica do menor
  • demonstrar que o dependente não possui condições de se manter ou estudar sozinho

Dessa maneira, o INSS consegue verificar a relação de dependência antes de conceder o benefício.

Impacto para famílias brasileiras

A mudança beneficia diretamente famílias que não seguem o modelo tradicional. Por exemplo, avós que criam netos ou padrastos que assumem responsabilidades familiares passam a ter respaldo legal.

Além disso, a nova regra reduz desigualdades entre dependentes. Portanto, a legislação acompanha transformações sociais e fortalece a proteção previdenciária.

Assim, o sistema passa a reconhecer vínculos afetivos e de cuidado, não apenas relações biológicas.

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Gabriel Yure

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

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