Avós, padrastos e responsáveis passam a poder deixar pensão para netos, enteados e tutelados
Nova lei amplia direitos previdenciários e garante igualdade entre dependentes no acesso a benefícios do INSS

Uma nova legislação trouxe mudanças importantes no sistema previdenciário brasileiro. Agora, avós, padrastos, madrastas e responsáveis legais podem deixar pensão para netos, enteados e menores sob tutela ou guarda.
A mudança foi estabelecida pela Lei 15.108/2025, que atualizou o artigo 16 da Lei 8.213/91 e ampliou o conceito de dependentes no âmbito do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O que muda com a nova lei
Com a atualização, a legislação passou a reconhecer diferentes estruturas familiares. Dessa forma, enteados, menores sob guarda e tutelados passaram a ter os mesmos direitos previdenciários que filhos biológicos.
Antes disso, o acesso aos benefícios enfrentava limitações. No entanto, agora a lei garante igualdade no reconhecimento da dependência.
Assim, a medida representa um avanço na proteção social e na adaptação das normas à realidade das famílias brasileiras.
Quais benefícios estão incluídos
A nova regra vale para diversos benefícios pagos pelo INSS. Entre os principais, estão:
- pensão por morte
- auxílios relacionados à dependência econômica
- outros benefícios previdenciários
Com isso, os dependentes passam a ter mais segurança jurídica. Além disso, o acesso aos direitos ocorre de forma mais ampla e justa.
Requisitos para ter direito
Apesar da ampliação, a lei estabelece critérios para concessão dos benefícios.
Para garantir o direito, é necessário:
- apresentar declaração formal do segurado
- comprovar a dependência econômica do menor
- demonstrar que o dependente não possui condições de se manter ou estudar sozinho
Dessa maneira, o INSS consegue verificar a relação de dependência antes de conceder o benefício.
Impacto para famílias brasileiras
A mudança beneficia diretamente famílias que não seguem o modelo tradicional. Por exemplo, avós que criam netos ou padrastos que assumem responsabilidades familiares passam a ter respaldo legal.
Além disso, a nova regra reduz desigualdades entre dependentes. Portanto, a legislação acompanha transformações sociais e fortalece a proteção previdenciária.
Assim, o sistema passa a reconhecer vínculos afetivos e de cuidado, não apenas relações biológicas.
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