Pedágio isento para idosos: nova lei deve beneficiar motoristas com 60 anos ou mais em todo o Brasil

Proposta de lei na Câmara dos Deputados visa tornar isentos de pagamento em pedágios motoristas com 60 anos ou mais e reacende debate

Gustavo de Souza -
Motoristas com 70 anos ou mais não terão direito a este benefício da CNH.
(Foto: Captura via Youtube/Hoje em Dia)

A proposta de isenção de pedágio para idosos voltou ao debate nacional, impulsionada por projetos que tramitam no Congresso. Apesar da repercussão, ainda não existe lei federal garantindo gratuidade para motoristas com 60 anos ou mais em todo o país.

O tema ganha força com o envelhecimento da população brasileira. Segundo o IBGE, o número de pessoas com 60 anos ou mais cresceu significativamente nas últimas décadas, ampliando a pressão por políticas públicas voltadas à mobilidade e inclusão.

O que está em discussão

Entre as propostas em análise, o Projeto de Lei 518/2023 prevê isenção de pedágio em rodovias federais para condutores com mais de 70 anos, além de pessoas com deficiência. O texto está apensado ao PL 594/2019, que sugere o benefício a partir dos 65 anos.

As propostas ainda aguardam avanço nas comissões da Câmara dos Deputados. Ou seja, nenhuma delas foi aprovada até o momento, e todas podem sofrer alterações antes de uma eventual sanção.

Como funcionaria a isenção

Caso aprovado, o benefício exigiria comprovação de idade por meio de documentos oficiais. Além disso, concessionárias teriam que adaptar sistemas de cobrança, possivelmente com cadastro prévio ou uso de identificação eletrônica.

Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), as rodovias federais já contam com sistemas automatizados, o que facilitaria a implementação, mas exigiria regras claras para evitar fraudes.

Impactos e debate

A proposta divide opiniões. Defensores apontam ganhos sociais e melhoria na qualidade de vida dos idosos. Por outro lado, especialistas e concessionárias alertam para impactos financeiros, já que a arrecadação com pedágios sustenta contratos e investimentos nas rodovias.

Assim, a eventual isenção poderia exigir reequilíbrio econômico dos contratos ou compensações públicas.

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Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e estagiário do Portal 6.

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