O que o consumo de energéticos pode causar na saúde do fígado e do coração

Bebidas como Red Bull, Monster e similares podem provocar efeitos silenciosos no organismo, afetando desde o fígado até o funcionamento do coração

Gabriel Yure Gabriel Yuri Souto -
Energético pode fazer mal para o fígado e o coração
(Imagem: Reprodução)

O consumo de energéticos como Red Bull, Monster e outras marcas populares se tornou comum na rotina de quem busca mais disposição, mas os impactos no organismo vão além do aumento momentâneo de energia.

Especialistas alertam que o uso frequente pode afetar diretamente o fígado e o sistema cardiovascular, muitas vezes de forma silenciosa.

Como os energéticos afetam o coração

No coração, o principal efeito está relacionado à alta concentração de cafeína presente nessas bebidas. Após o consumo, ocorre aumento da pressão arterial e aceleração dos batimentos cardíacos, o que pode provocar palpitações e, em alguns casos, arritmias.

Além disso, estudos indicam que energéticos como Red Bull e Monster podem interferir na função dos vasos sanguíneos, dificultando o relaxamento das artérias e alterando a circulação. Esse processo aumenta o risco de eventos cardíacos, inclusive em pessoas jovens e sem histórico de doenças.

Outro ponto de atenção envolve alterações no ritmo elétrico do coração, especialmente no chamado intervalo QT, que pode sofrer mudanças após o consumo frequente dessas bebidas e elevar o risco de complicações mais graves.

O impacto dos energéticos no fígado

Já no fígado, o impacto ocorre porque o órgão precisa metabolizar uma grande carga de substâncias presentes nos energéticos, incluindo cafeína, açúcares, conservantes e vitaminas em altas doses. Esse esforço contínuo pode gerar estresse oxidativo e comprometer a regeneração celular ao longo do tempo.

Casos clínicos já associaram o consumo excessivo de bebidas como Red Bull a quadros de hepatite aguda, principalmente quando há ingestão diária em grandes quantidades. Um dos fatores envolvidos é a niacina, também conhecida como vitamina B3, que pode ser tóxica em doses elevadas.

Outro risco importante está ligado ao desenvolvimento de gordura no fígado. A alta quantidade de açúcar presente em muitos energéticos favorece o acúmulo de gordura nas células hepáticas, o que pode evoluir para inflamações e prejuízo das funções do órgão.

Na prática, médicos também observam que o consumo frequente dessas bebidas pode contribuir para aumento da pressão arterial, alterações metabólicas e maior risco cardiovascular ao longo dos anos, especialmente quando associado a uma rotina pouco saudável.

Embora o consumo ocasional não represente risco significativo para pessoas saudáveis, o uso frequente de energéticos exige atenção. A moderação continua sendo essencial para evitar que um hábito comum se transforme em um problema de saúde.

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Gabriel Yure

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

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