Homem constrói a própria ilha com 150 mil garrafas PET e decide viver isolado no litoral
Homem constrói ilha com milhares de garrafas PET, cria microecossistema e vive isolado com energia solar e captação de água da chuva

Longe das cidades e cercado apenas pelo mar, um homem decidiu transformar lixo em moradia — e acabou criando um dos projetos mais curiosos de sustentabilidade já vistos. Utilizando milhares de garrafas PET descartadas, ele construiu uma ilha artificial onde passou a viver de forma praticamente autossuficiente.
A estrutura, formada por mais de 100 mil garrafas PET recicladas, funciona como uma base flutuante. Os recipientes são organizados dentro de redes e fixados a estruturas de madeira, criando uma plataforma capaz de sustentar areia, plantas e até pequenas construções.
Com o tempo, o espaço deixou de ser apenas uma experiência alternativa e passou a funcionar como um microecossistema.
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Para garantir maior estabilidade, o projeto incorporou elementos naturais. O plantio de manguezais foi uma das estratégias adotadas, já que as raízes ajudam a fixar a base e reduzem o impacto das ondas. Além disso, essas plantas contribuem para atrair vida marinha, transformando a área em abrigo para peixes e outros organismos.
A rotina no local também foi pensada para reduzir ao máximo o impacto ambiental.
A energia utilizada vem de painéis solares instalados na estrutura, enquanto a água consumida é captada diretamente da chuva e armazenada para uso diário. Já o preparo dos alimentos pode ser feito com o auxílio de um forno solar, reforçando a proposta sustentável.
Apesar da proposta inovadora, viver no mar exige atenção constante. A exposição ao sal, ao vento e às mudanças climáticas provoca desgaste nos materiais, o que torna necessária uma manutenção frequente.
Além disso, eventos extremos, como tempestades, representam um risco real à integridade da estrutura.
Inclusive, uma versão anterior do projeto chegou a ser destruída por condições climáticas severas, obrigando o idealizador a recomeçar do zero. A experiência, no entanto, serviu como aprendizado para aprimorar a construção.
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