Mãe e filha descobrem a maior colônia de corais do mundo, com quase 4 mil m², maior que um campo de futebol
Um registro inesperado chamou atenção internacional, surpreendeu especialistas e revelou dimensões além do esperado na natureza

Uma descoberta incomum realizada por cientistas amadores está chamando a atenção da comunidade científica internacional.
Uma mãe e sua filha identificaram a maior colônia de coral já documentada, localizada na Grande Barreira de Coral, considerada o maior sistema de recifes do planeta.
O achado reforça tanto o potencial da ciência cidadã quanto a importância da preservação dos ecossistemas marinhos. A estrutura impressiona pelas dimensões: cerca de 111 metros de extensão e quase 4 mil metros quadrados de área, equivalente a um campo de futebol.

(Foto: Reprodução / Instagram)
A colônia pertence à espécie Pavona clavus e foi identificada inicialmente por Sophie Kalkowski-Pope e sua mãe, Jan Pope. Após a suspeita inicial, a dupla retornou ao local com equipamentos para medir e registrar a estrutura.
Para validar a descoberta, foram utilizadas medições subaquáticas e imagens de alta resolução, posteriormente convertidas em modelos tridimensionais.
Esse tipo de análise permite acompanhar a evolução do coral ao longo do tempo com precisão. Especialistas ligados à Universidade de Tecnologia de Queensland destacam que a modelagem 3D facilita o monitoramento de mudanças estruturais e possíveis impactos ambientais.
Os pesquisadores ainda investigam as condições específicas que permitiram o crescimento excepcional da colônia. A área apresenta correntes marítimas intensas e menor exposição a eventos extremos, como ciclones, fatores que podem ter contribuído para a preservação e expansão do coral.
A localização exata não foi divulgada, como medida de proteção contra interferências humanas. A descoberta ocorre em um momento crítico para os recifes de coral em todo o mundo.
Dados da Citizens of the Reef e estudos apoiados pela Universidade de Queensland indicam que eventos de branqueamento em massa, associados ao aumento da temperatura dos oceanos, vêm afetando grande parte dos recifes globais.
Nesse contexto, a identificação de uma estrutura tão resiliente oferece novas perspectivas para a conservação e reforça o papel de iniciativas colaborativas na proteção dos oceanos.
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