Trabalho aos domingos e feriados: regra que beneficiaria trabalhadores é adiada até maio

Governo prorroga por mais 90 dias medida que exigiria acordo coletivo para funcionamento do comércio em feriados

Gabriel Yure Gabriel Yuri Souto -
Adeus, 1 hora de almoço: mudança para trabalhadores CLT entra em vigor
Carteira de trabalho (Foto: Reprodução)

O governo federal decidiu adiar novamente a entrada em vigor de uma regra que mudaria o funcionamento do comércio em feriados. A medida, que passaria a valer em março, foi prorrogada por mais 90 dias pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

As informações foram divulgadas pelo jornalista Pedro Silvini. Com isso, a exigência de acordo coletivo entre empresas e sindicatos segue suspensa temporariamente.

O que muda com o adiamento

A regra está prevista na Portaria nº 3.665/2023. Ela determina que empresas do comércio só poderiam funcionar em feriados mediante negociação coletiva com sindicatos, além do cumprimento das leis municipais.

No entanto, com o adiamento, continua valendo a norma anterior. Ou seja, empresas ainda podem abrir com base em acordos diretos entre empregadores e trabalhadores.

Além disso, o governo informou que a decisão busca garantir mais diálogo entre as partes envolvidas.

Nova comissão vai discutir mudanças

Para avançar no tema, o governo criou uma comissão bipartite com representantes de trabalhadores e empregadores.

O grupo contará com 20 integrantes, sendo 10 de cada lado. Além disso, o Ministério do Trabalho dará suporte técnico às discussões.

A comissão terá até 90 dias para apresentar uma proposta de consenso. Durante esse período, as reuniões ocorrerão duas vezes por mês.

Assim, o objetivo é encontrar uma solução que equilibre interesses e evite conflitos.

Entenda o que está em disputa

De um lado, sindicatos defendem a exigência de negociação coletiva. Segundo essas entidades, a medida ajuda a proteger trabalhadores e evita abusos em jornadas durante feriados.

Por outro lado, representantes do setor empresarial criticam a proposta. Eles afirmam que a regra pode aumentar custos e dificultar o funcionamento de pequenos negócios.

Além disso, há preocupação com cidades que não possuem sindicatos estruturados, o que poderia impedir a abertura de estabelecimentos.

Impacto pode ser maior em 2026

O debate ganha ainda mais relevância em 2026. Isso porque o calendário terá nove feriados nacionais em dias úteis.

Assim, datas como a Sexta-Feira Santa e o feriado de Tiradentes podem impactar diretamente o funcionamento do comércio.

Dessa forma, a decisão final sobre a regra deve influenciar tanto trabalhadores quanto empresários nos próximos meses.

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Gabriel Yure

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

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