Nova forma de pagamento aceita pelos supermercados preocupa economistas

Facilidade no presente, risco no futuro

Daniella Bruno -
supermercado
(Foto: Tânia Rego/Agência Brasil)

As formas de pagamento evoluem rapidamente e acompanham o comportamento do consumidor moderno. Com a digitalização dos serviços financeiros, comprar deixou de ser apenas uma troca imediata para se tornar uma experiência cada vez mais flexível.

Hoje, o consumidor busca alternativas que facilitem o acesso a produtos, mesmo quando o orçamento está apertado.

Nesse contexto, uma prática antes comum em compras maiores começa a ganhar espaço em itens do dia a dia. O parcelamento, que tradicionalmente aparece em eletrodomésticos e bens de maior valor, agora avança sobre um novo território: os supermercados.

Nos Estados Unidos, o crescimento das compras parceladas em alimentos e produtos básicos acende um alerta entre especialistas e autoridades econômicas.

Parcelamento invade compras do dia a dia

O modelo conhecido como “compre agora, pague depois” (BNPL, na sigla em inglês) avança rapidamente nos supermercados norte-americanos.

Empresas financeiras e aplicativos oferecem a opção de dividir compras em parcelas, muitas vezes sem juros, o que atrai consumidores em busca de alívio imediato no orçamento.

Com isso, itens essenciais como alimentos, produtos de higiene e limpeza entram na lógica do parcelamento — algo que, até pouco tempo atrás, parecia incomum. Essa mudança revela uma transformação no comportamento financeiro das famílias.

Além disso, o recurso facilita o consumo no curto prazo. No entanto, ao mesmo tempo, ele pode comprometer a organização financeira no longo prazo. Isso acontece porque pequenas parcelas acumuladas podem gerar um efeito cascata no orçamento mensal.

Especialistas acendem alerta para endividamento

Apesar da praticidade, especialistas demonstram preocupação com o avanço desse modelo. Isso porque o parcelamento de itens básicos pode indicar dificuldades financeiras mais profundas entre os consumidores.

Ao mesmo tempo, a facilidade de acesso ao crédito pode incentivar gastos impulsivos. Como resultado, muitos consumidores acabam assumindo compromissos financeiros sem planejamento adequado.

Consequentemente, o risco de inadimplência aumenta.

Outro ponto de atenção envolve a falta de transparência em algumas plataformas. Em certos casos, taxas e encargos podem surgir em situações de atraso, o que agrava ainda mais a situação financeira do usuário.

Ainda assim, o crescimento desse tipo de pagamento reflete uma mudança estrutural no consumo. Portanto, especialistas reforçam a importância do uso consciente dessas ferramentas, para evitar que a praticidade se transforme em problema.

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Daniella Bruno

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e estagiária de SEO do Portal 6, em Goiânia. Atua na produção e otimização de conteúdos digitais, com foco em matérias soft sobre comportamento, curiosidades e temas do cotidiano.

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