⁠Embrulhar cartão de crédito em papel alumínio: para que serve e por que ajuda a evitar fraudes

Especialistas em proteção cibernética validam técnica popular para evitar transações financeiras não autorizadas

Magno Oliver Magno Oliver -
⁠Embrulhar cartão de crédito em papel alumínio: para que serve e por que ajuda a evitar fraudes
(Foto: Captura de tela / Youtube / Canal Receitaria Caseira)

A disseminação da tecnologia contactless (pagamento por aproximação) trouxe conveniência, mas também abriu brechas para uma nova modalidade de crime: o furto de dados via Radiofrequência (RFID) e Comunicação de Campo Próximo (NFC).

Recentemente, vídeos que ensinam a envolver cartões de crédito em papel alumínio viralizaram nas redes sociais, gerando curiosidade sobre a eficácia desse método bastante peculiar.

O fenômeno reflete a preocupação crescente dos usuários com as “maquininhas fantasmas”, onde criminosos aproximam dispositivos de cobrança de bolsas e bolsos em locais aglomerados, como transporte público e grandes eventos, realizando transações sem que a vítima perceba ou autorize o débito.

O fundamento técnico que valida essa prática é o princípio da “Gaiola de Faraday”. O papel alumínio atua como uma blindagem eletrostática que impede a passagem de ondas eletromagnéticas.

Como os cartões modernos possuem uma antena interna que responde a estímulos de rádio emitidos pelo terminal de pagamento, o revestimento metálico cria uma barreira física que bloqueia essa comunicação.

Fontes de segurança cibernética e órgãos de defesa do consumidor confirmam que, embora existam carteiras específicas com proteção RFID no mercado, o uso do alumínio doméstico cumpre a mesma função de isolar o chip de tentativas externas de leitura, agindo como um interruptor manual para o sinal do dispositivo.

Atualmente, instituições financeiras e especialistas em segurança digital reforçam que, apesar de o papel alumínio ser um paliativo eficiente e de baixo custo, o ideal é combinar barreiras físicas com configurações lógicas.

Atualizações nos aplicativos bancários já permitem que o usuário limite o valor máximo para compras por aproximação ou até desative a função temporariamente quando não estiver em uso.

A tendência é que a conscientização sobre o isolamento do sinal NFC se torne um hábito padrão, transformando o que começou como uma “dica de internet” em uma camada extra de proteção essencial dentro da jornada de segurança do cidadão hiperconectado.

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Magno Oliver

Magno Oliver

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Escreve para o Portal 6 desde julho de 2023.

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