Banco Master declarou pagamentos de R$ 18,5 milhões a Henrique Meirelles e R$ 14,5 milhões a Marconi Perillo, revela Folha

Conforme documentos encaminhados à CPI do Crime Organizado, os repasses ocorreram por meio de contratos de prestação de serviços, com valores declarados oficialmente

Lara Duarte -
Banco Master declarou pagamentos de R$ 18,5 milhões a Henrique Meirelles e R$ 14,5 milhões a Marconi Perillo, revela Folha
Henrique Meirelles, ex-ministro (à esquerda) e Marconi Perillo, ex-governador (à direita). (Imagem: Reprodução)

Documentos da Receita Federal enviados à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado revelam que o Banco Master declarou pagamentos milionários a diversas figuras políticas e empresas ligadas a lideranças nacionais, incluindo nomes com atuação em Goiás.

De acordo com dados obtidos pelo jornal Folha de S.Paulo, o banco informou ter pago R$ 18,5 milhões ao ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, entre 2024 e 2025.

No mesmo conjunto de documentos, aparece também a empresa MV Projetos e Consultoria, ligada ao ex-governador Marconi Perillo (PSDB), que recebeu R$ 14,5 milhões entre 2022 e 2025.

Os registros fazem parte de uma lista mais ampla de pagamentos realizados pelo banco, que incluem escritórios de advocacia, consultorias e empresas associadas a políticos de diferentes partidos e regiões do país.

Segundo os documentos encaminhados à CPI, os repasses ocorreram por meio de contratos de prestação de serviços, com valores declarados oficialmente e parte deles sujeita à retenção de impostos na fonte.

O que diz Meirelles e Marconi

À Folha de S. Paulo, Meirelles declarou que foi contratado para consultoria em macroeconomia e mercado financeiro, afirmando que não tinha conhecimento de eventuais irregularidades envolvendo a instituição.

Marconi, por sua vez, afirmou em nota que atua na iniciativa privada de forma lícita e prestou consultoria empresarial. Disse ainda que o contrato com o Banco Master foi encerrado em julho de 2025 e envolveu análises de cenários “a uma empresa idônea à época da contratação, sem vínculo com seus dirigentes ou participação na gestão”.

Vorcaro foi preso pela segunda vez no começo de março pela Polícia Federal (PF), sob suspeita de comandar um esquema de fraudes e ameaças, e negocia acordo de delação premiada. A defesa dele não quis se manifestar.

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Lara Duarte

Jornalista e pós-graduanda em Ciência Política, com atuação em jornal impresso, assessoria de comunicação e produção, reunindo experiência em diferentes frentes da comunicação.

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