Cientistas identificam vitamina comum que pode reduzir proteínas associadas ao Alzheimer

Níveis mais altos de vitamina D na meia-idade foram associados a menor acúmulo de proteína tau, ligada ao Alzheimer, em estudo recente

Gustavo de Souza -
Cientistas identificam vitamina comum que pode reduzir proteínas associadas ao Alzheimer
(Foto: Divulgação/Einstein)

Em novo estudo publicado por pesquisadores internacionais, níveis mais altos de vitamina D na meia-idade apareceram associados a menor acúmulo da proteína tau no cérebro anos depois, um marcador considerado relevante no avanço de Alzheimer.

O achado não permite cravar que a vitamina D, por si só, previne o Alzheimer ou interrompe seu desenvolvimento. Ainda assim, reforça a hipótese de que fatores modificáveis ao longo da vida podem influenciar processos cerebrais ligados à demência.

O que o estudo observou

A pesquisa analisou 793 adultos, que tiveram os níveis de vitamina D medidos por volta dos 39 anos. Em média 16 anos depois, os participantes passaram por exames de imagem para verificar a presença de tau e beta-amiloide, duas proteínas frequentemente investigadas em estudos sobre Alzheimer.

Os cientistas identificaram uma ligação entre maior concentração de vitamina D e menor carga de tau no cérebro, inclusive em regiões que costumam ser atingidas nas fases iniciais da doença. No entanto, a mesma associação não foi observada em relação à beta-amiloide.

O que o resultado significa

Os autores destacam que o trabalho mostra uma associação estatística, e não uma relação direta de causa e efeito. Em outras palavras, o estudo sugere que manter níveis adequados de vitamina D na meia-idade pode estar ligado a um cenário cerebral mais favorável no futuro, mas essa hipótese ainda precisa ser testada em pesquisas clínicas mais robustas.

A conclusão é considerada promissora porque aponta para uma fase da vida em que a prevenção pode ter maior impacto. Para os pesquisadores, a meia-idade representa uma janela importante para o controle de fatores de risco que, mais tarde, podem influenciar o surgimento de alterações neurodegenerativas.

Embora o resultado ainda peça cautela, ele amplia o debate sobre a importância da vitamina D para além da saúde óssea. E, ao mesmo tempo, abre uma nova frente de investigação sobre como hábitos e condições de saúde ao longo da vida podem pesar no risco de demência.

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Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e estagiário do Portal 6.

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