Não é a Adidas, nem a Nike: essa é a marca de tênis mais lucrativa do Brasil, segundo especialista
Dona da Olympikus, Vulcabras superou crise bilionária, focou no mercado esportivo e vive fase histórica no Brasil

Nem Adidas, nem Nike. A empresa brasileira que vem chamando atenção no mercado de tênis é a Vulcabras, dona da Olympikus e responsável também pelas operações da Under Armour e da Mizuno no Brasil.
A companhia encerrou 2025 com receita bruta recorde de R$ 4,2 bilhões e 22 trimestres consecutivos de crescimento.
A trajetória foi destacada pelo empreendedor Bruno Strack (@brunostrack), cofundador e CEO do Clube do Valor, em conteúdo publicado nas redes sociais.
Segundo ele, a virada da Vulcabras não aconteceu apenas por resiliência, mas por uma decisão estratégica: abandonar distrações e focar no que a empresa dominava de verdade.
Vulcabras quase quebrou antes de virar referência

(Foto: Vulcabras/Instagram)
A história da empresa começou em 1952, passou por diferentes controladores e ganhou novo rumo quando a família Bartelle assumiu o negócio.
Anos depois, a compra da Azaleia colocou a companhia em outro patamar, especialmente por causa da Olympikus.
No entanto, a expansão acelerada trouxe problemas. Em 2011, a Vulcabras enfrentava dívida bilionária, pressão das importações asiáticas e excesso de estrutura.
Por isso, precisou fechar fábricas, reduzir operações e repensar completamente o modelo de negócio.
A resposta veio com foco absoluto em calçados esportivos. A empresa vendeu marcas femininas, concentrou esforços na Olympikus e ampliou o portfólio com Under Armour e Mizuno. Dessa forma, deixou de tentar salvar tudo ao mesmo tempo e passou a priorizar o setor em que tinha mais domínio.
Estratégia colocou a empresa em fase recorde
Atualmente, a Vulcabras colhe os resultados dessa decisão. No terceiro trimestre de 2025, a companhia registrou receita bruta de R$ 1,1 bilhão, receita líquida de R$ 955,7 milhões e lucro líquido de R$ 547,2 milhões. Além disso, manteve 21 trimestres consecutivos de crescimento naquele período.
Com marcas voltadas a diferentes faixas de preço, a empresa atende desde consumidores que buscam tênis mais acessíveis até públicos interessados em produtos de maior valor agregado. Assim, consolidou presença no varejo esportivo nacional e reforçou a força da Olympikus no Brasil.
Portanto, a lição da Vulcabras vai além dos números. Em vez de diversificar sem controle durante a crise, a companhia escolheu cortar excessos, proteger o negócio principal e reconstruir sua operação em torno do mercado esportivo.
Ver essa foto no Instagram
Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!






